Internet Móvel 3G / 4G - Convergência Digital
:: Convergência Digital*
O
Governo Dilma quer dialogar com os países incomodados com as regras
estabelecidas para o leilão 4G, mas não está disposto a fazer qualquer
mudança no modelo. A afirmação foi feita pelo ministro das
Comunicações, Paulo Bernardo, que nesta segunda-feira, 07/05,
participou de evento da Abert, em Curitiba, no Paraná. Ele estava
acompanhado do presidente da Anatel, João Rezende.
Bernardo
garantiu que vai dialgoar com União Europeia, Japão e Estados Unidos -
que questionam na Organização Mundial do Comércio- a obrigatoriedade de
tecnologia nacional no edital de venda das frequências de 4G. "Não
pretendemos mudar nada porque estamos convencidos de que está correto,
queremos ter emprego, queremos ter a nossa indústria funcionando de
forma competitiva", disse o ministro, segundo reportagem da Agência
Estado.
O edital estipula que as empresas vencedoras devem
utilizar, tanto na implantação do celular de quarta geração quanto na
internet rural, 50% de produtos fabricados no Brasil, ainda que a
tecnologia seja estrangeira, e que outros 10% sejam fruto de tecnologia
desenvolvida no Brasil.
Apesar de dizer que quer dialogar,
Paulo Bernardo não poupou críticas aos que reclamam da posição
nacional."Os países mais desenvolvidos, a Europa, os Estados Unidos,
por causa da crise, desvalorizam as suas moedas e com isso ganham
competitividade artificial", analisou. "Os produtos chegam mais baratos
aqui em relação aos que são produzidos no Brasil".
E foi
bastante incisivo. "Vamos dialogar, é uma obrigação dialogar com os
países da Europa, com os Estados Unidos, com o Japão ou com quem queira
discutir, mas não pretendemos mudar nada." O presidente da Anatel, João
Rezende, também insistiu na legalidade das exigências do leilão.
"Nós
entendemos que como se trata de um bem público, que é a radiofrequência
que está sendo leiloada, não estamos ferindo nenhuma regra da
Organização Mundial do Comércio", reforçou. Rezende disse que o
Ministério das Comunicações e a Anatel, juntamente com o Ministério da
Indústria e Comércio e o Itamaraty, vão responder a todos os
questionamentos. "Mas a intenção nossa é manter essas condições do
edital", ressalvou.
As propostas serão entregues até 5 de junho
e a abertura será no dia 12. Ele afirmou que não há uma expectativa em
torno do resultado financeiro do leilão, que tem preço mínimo de R$
3,85 bilhões. No entanto, o presidente da Anatel avalia que haverá
disputa.
"Acreditamos que a necessidade desse espectro é muito
grande por causa da aplicação móvel, os celulares estão cada vez mais
sendo utilizados como meio de dispositivos pessoais, aumento das redes
sociais, e acreditamos que o leilão será um sucesso nesse sentido",
completou Rezende.
*Fonte: Agência Estado
Nenhum comentário:
Postar um comentário