segunda-feira, 7 de maio de 2012

2012: tecnologias que podem prevenir ou salvar a humanidade da extinção


Nem todo mundo está destruindo o planeta. Algumas tecnologias são dedicadas a prevenir a obliteração do ser humano. Conheça algumas delas.
  • 162
  • Visualizações83.810 visualizações


Por Oliver Hautsch em 4 de Janeiro de 2010
O mundo como conhecemos acabará em 2012. O ser humano será extinto, o planeta terá sua superfície completamente alterada e todas as cidades construídas pelo homem serão arruinadas e varridas da face da Terra... Bem, pelo menos é isso o que dizem alguns filmes de ficção científica e profecias apocalípticas de culturas antigas.
Antes de o século 21 chegar, havia aqueles que acreditavam que Nostradamus previra que o mundo acabaria no ano 2000. Agora que já estamos em 2010, sabemos que aquilo tudo estava errado. Entretanto, uma nova ameaça habita os pensamentos e causa medo no ser humano: o ano de 2012.
O filme recém-lançado que retrata de forma emocionante o fim da humanidade não é o primeiro a anunciar cataclismas e desastres. Na verdade ele é baseado justamente no calendário Maia, que simplesmente acaba misteriosamente em 2012 — lembremo-nos de que a cultura Maia acabou muito antes de 1900, então provavelmente tal calendário era uma previsão otimista (porque duraria mais do que realmente durou) sobre a chegada do homem branco ao território americano.
Com ou sem previsões, acreditando no fim do mundo ou não, o intuito deste artigo não é discutir se realmente a humanidade terá um fim, mas mostrar aos leitores as tecnologias existentes, ou em fase de experimentação, que poderiam evitar um desastre de proporções globais.
Se não for possível evitar nossa quase extinção, também serão necessárias diversas tecnologias para garantir a sobrevivência daqueles que conseguirem escapar, e assim dar continuidade à raça humana. Existem diversas maneiras de evitar que o ser humano e a vida no planeta acabem, mas é preciso lembrar a que tipo de ameaça estamos sujeitos. As possibilidades de catástrofes são várias, assim como as alternativas para que elas não aconteçam.
Aquecimento global
Nosso planeta está esquentando há muito tempo, mas a presença do ser humano, a poluição, a utilização não sustentável e depredação dos recursos naturais fazem com que o aquecimento do planeta — que é perfeitamente natural — seja acelerado e o clima esquente mais do que deveria, e como consequencia geleiras imensas têm derretido. Elas, por sua vez, farão com que haja desde mudança na direção do fluxo das correntes marítimas e alterações climáticas severas, a até mesmo tsunamis jamais vistos.
A indústria também é vilã
Para reduzir o ritmo do aquecimento da Terra, existem diversas atitudes que podem ser tomadas, com tecnologias amplamente difundidas. O monóxido de carbono lançado no ar é uma das principais causas, e pode ser reduzido com a simples instalação de filtros nas chaminés das indústrias. Os automóveis movidos a combustão interna também são grandes vilões, pois o número de veículos nas ruas só aumenta.
Já existem várias empresas, entretanto, que investem em projetos de veículos que utilizam fontes renováveis de energia, como a própria energia elétrica. O Baixaki já fez um artigo sobre o ULTra, por exemplo, que é uma espécie de táxi elétrico que trafega sobre estradas exclusivas, trajetos pré-definidos. Além de reduzir os níveis de poluentes, a solução também diminui o stress do trânsito nas ruas e proporciona maior qualidade de vida para os usuários.
ULTra
A revista Época de 3 de novembro de 2009 dedicou sua reportagem de capa justamente aos carros elétricos, que já possuem bons projetos desde a década de 1990, mas só agora, em 2010, é que começam a sair do forno e serem apresentados ao público. "Eles ainda são caros e têm pouca autonomia. Mas a revolução na indústria automobilística já começou. E os primeiros modelos chegarão ao Brasil em 2010." — afirma a reportagem.
Existem vários sites que se dedicam a falar sobre o carro elétrico no Brasil. Um deles é da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e o Clube do Carro Elétrico, ambas organizações não governamentais. A montadora italiana Fiat possui um protótipo de Palio elétrico. Veja a galeria da revista Veja.
A modificação de áreas nativas, como o desmatamento ou o alagamento por conta da construção de usinas hidrelétricas, também contribui para o aquecimento global, já que muda de forma artificial a paisagem do local.
A alternativa seria utilizar diferentes fontes renováveis de energia. O sol produz uma quantidade gigantesca de energia que não é aproveitada, pois são poucos os lugares onde a captação da energia solar é feita.
A energia eólica também é pouco utilizada, mas para certas regiões seria uma ótima solução. Ambas as tecnologias são completamente limpas, não poluem e não requerem modificações na paisagem natural do local onde são instaladas.
Falta de água
A quantidade de água potável no mundo é sempre a mesma desde que ele existe, mas a população humana, bem como o desperdício, só aumentam, fazendo com que essa água tenha que ser dividida entre mais pessoas. Um ser humano pode aguentar várias semanas, e até meses, sem comer, mas sem água não dura mais que alguns dias. Como a tendência é que a população mundial só aumente, é necessário que sejam criadas alternativas para a “criação” de mais água potável.
A dessalinização do mar é uma das soluções discutidas para a renovação da água “doce”, mas o processo ainda é muito caro e, por isso, ainda inviável. Entretanto, já temos um bom exemplo na cidade de Dubai — que na verdade é exemplo de tecnologia em várias áreas.
Trata-se do Wild Wadi Dubai, um parque aquático alimentado por um imenso sistema de dessalinização da água do oceano que banha a costa da cidade. Vale lembrar que Dubai está localizada no litoral, mas também em uma região desértica dos Emirados Árabes Unidos e, portanto, água potável é artigo de luxo.
Wild Wadi Dubai - parque com dessalinização de água do mar.
Doenças
Teorias conspiratórias dão conta de justificar a existência de certos vírus como criações de laboratório, feitas com objetivos que incluem a redução da população pela doença, testes com armas biológicas e outras ideias, absurdas ou não. Independente disso, as doenças existem e são preocupação permanente da sociedade, pois são capazes de causar grandes epidemias e uma quantidade absurda de mortes.
Não há como prever uma epidemia. É possível somente simular o comportamento da disseminação de uma doença, o que não dá nenhuma garantia. A única maneira de evitar que sejamos extintos através de uma peste generalizada é manter a população alerta sobre cuidados com saúde e higiene, além de investir em pesquisas que resultem em uma melhora na resistência e eficiência do sistema imunológico.
Doenças
Guerras
Um dos maiores medos das pessoas no século 21 é a guerra nuclear. Diversos países considerados potências mundiais possuem — escondidas ou não — armas nucleares, que têm o único propósito de destruir os “inimigos” de uma só vez. Atualmente, as armas estocadas nos silos das potências nucleares são capazes de destruir a vida no planeta várias vezes.
Explosão nuclear
A energia nuclear foi uma das grandes descobertas da humanidade, pois proporcionou diversas facilidades que antes não seriam possíveis. Por outro lado, também foi capaz de destruir completamente duas cidades japonesas, no final da Segunda Guerra Mundial. A tecnologia atômica também é usada para a geração de energia elétrica, ou mesmo para movimentar os motores de certos veículos como submarinos.
Entretanto, Chernobyl é o maior exemplo do perigo que a energia nuclear representa e, portanto, a melhor sugestão é que ela não seja mais usada. Uma convenção internacional para que todas as nações destruam seu material radioativo deveria ser instaurada e respeitada, já que a irresponsabilidade e o menor descuido podem causar desastres como o acontecido na usina de Chernobyl.
Chernobyl hoje
Meteoros
Milhões de corpos celestes bombardeiam a Terra diariamente, mas seu tamanho não é suficiente para ameaçar a vida no planeta. Porém, asteróides com diâmetro muito menor do que o da Terra seriam capazes de acabar com toda a vida em questão de semanas. Para evitar que isso aconteça, milhares de cientistas ao redor do mundo observam incessantemente nosso céu para avistar com antecedência qualquer corpo que ameace se chocar contra o planeta.
Meteoros
Porém, somente telescópios gigantes não são suficientes para defender o planeta da devastação, no caso de uma iminente trajetória de colisão. As tecnologias desenvolvidas pelos institutos aeroespaciais de todo o mundo são capazes até mesmo de destruir ou reduzir a pedaços menores os asteróides.
Apesar de extremamente perigosas, bombas nucleares seriam extremamente eficientes devido ao  alto poder de destruição — esse tipo de solução pode ser vista em filmes como “Impacto Profundo” e “Armageddon”.
Se todas as tentativas de destruir o asteróide falharem e ele colidir com o planeta, dependendo do local da queda, poderemos ter tsunamis enormes, com ondas de quilômetros de altura que inundariam cidades; nuvens gigantescas de poeira, que impediriam a passagem dos raios solares, causando a devastação em massa de todos os seres vivos; além de outros problemas, como falta de água doce, alimentos, etc.
As soluções para esse tipo de catástrofe já existem incrustadas em diversas montanhas ao redor do mundo. Os chamados “bunkers” são abrigos cavados embaixo de montanhas e abaixo do nível do solo, no intuito de proteger os que lá estiverem.
Entretanto, não há lugar para todos, então apenas uma pequena parcela da população sobreviveria. Outros morreriam após o impacto por causa da falta de recursos naturais e fim dos estoques de emergência.
Robôs
Como retratadas em filmes, como “Exterminador do Futuro” e “Matrix”, as guerras entre homem e máquina são consideradas impossíveis nos nossos dias, mas em um futuro não muito distante, pode ser que nossas criações se rebelem e “exijam seus direitos”.
As três leis da robótica de Asimov são aceitas amplamente como pontos de partida para a criação de inteligência artificial mais segura, mas como tudo que é criado pelo ser humano, os robôs podem falhar em seguir tais ordens.
**********
Existem infinitas maneiras de destruir o planeta e a vida que nele habita, sejam elas naturais ou provocadas por nós mesmos. Da mesma forma, as soluções que ajudariam os sobreviventes, ou mesmo evitariam os desastres, também são inúmeras. Só cabe a nós colocá-las em prática.
Qual é a sua teoria de fim de mundo? E qual a solução para o problema (se é que existe uma), na sua opinião? Nosso artigo mostrou somente alguns dos problemas e soluções. Não se esqueça de sugerir as suas, usando os comentários.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/3290-2012-tecnologias-que-podem-prevenir-ou-salvar-a-humanidade-da-extincao.htm#ixzz1uExEM6U0

Vídeo com bebês no YouTube rendeu US$ 500 mil, dizem pais


30/03/2012 19h13 - Atualizado em 30/03/2012 19h13

'Charlie Bit My Finger' foi publicado pelos pais dos meninos em 2007.
Família ganhou dinheiro por programa de anúncios do YouTube.

Do G1, em São Paulo
Imagem do vídeo "Charlie Bit My Finger" (Foto: Reprodução)Imagem do vídeo "Charlie Bit My Finger"
(Foto: Reprodução)
O vídeo que mostra um bebê mordendo o dedo do irmão, que se tornou um dos mais vistos da história do YouTube, já rendeu US$ 500 mil à família dos garotos, segundo Howard Davies-Carr, pais dos meninos. As informações são do blog especializado em tecnologia Mashable.
Batizado de “Charlie Bit My Finger” (algo como “O Charlie mordeu meu dedo”, em tradução livre), o vídeo rende dinheiro à família por causa de um programa do YouTube, que coloca anúncios nos vídeos e dá parte da renda ao autor das imagens. O “Charlie Bit My Finger” foi publicado originalmente em 2007 --link do vídeo no YouTube.
Segundo o Mashable, Davies-Carr chegou a pensar em tirar o vídeo do ar após ter publicado, mas as imagens já haviam se tornado fenômeno e ganhado paródias na internet.
A publicação conta que os pais dos garotos do vídeo criaram um blog para documentar a vida das crianças, uma conta de Twitter, um canal do YouTube com outros vídeos dos meninos e uma página do Facebook.
 

Apple confirma data de início das vendas do novo iPad no Brasil


07/05/2012 10h57 - Atualizado em 07/05/2012 18h42

Companhia diz que tablet estará disponível a partir de 11 de maio.
Apple não fornece mais informações sobre os preços do aparelho.

Do G1, em São Paulo
5 comentários
A Apple começou a anunciar em seu site oficial a chegada do novo iPad ao Brasil (acesse aqui). Conforme a companhia, o tablet estará disponível para compra on-line a partir de 11 de maio. No link para mais informações, a Apple colocou apenas um botão “em breve”, sem divulgar os preços do aparelho.
A loja A2U, que é uma revendedora oficial da Apple, e a Fast Shop confirmaram ao G1 que começarão a vender o novo iPad na sexta-feira. O preço ainda não foi divulgado.
Apple começou a anunciar a chegada do novo iPad ao Brasil (Foto: Reprodução)Apple começou a anunciar a chegada do novo iPad ao Brasil (Foto: Reprodução)
Na última quarta-feira (2), a Tim foi a primeira operadora a anunciar a chegada do novo iPad ao país, com lançamento marcado para 11 de maio. A companhia, no entanto, não divulgou os preços ou quais modelos estarão disponíveis aos brasileiros. A Vivo afirmou que ainda não tem informações relacionadas ao aparelho e a Claro disse que "já está em negociação para comercializar o novo iPad".
Mais definição
O novo iPad conta com tela de alta definição, conexão à rede 4G (quarta geração) e câmera de 5 megapixels. A aparência não mudou em relação à versão anterior, mas ele tem espessura maior (9,4 mm) do que o iPad 2 (8,8 mm) e ficou mais pesado. O produto foi anunciado no início de março e começou a ser vendido nos Estados Unidos e em outros nove países já no dia 16 do mesmo mês.
Nos Estados Unidos, os preços do novo iPad são US$ 500 pela versão de 16 GB; a 32 GB sai por US$ 600 e 64 GB, por US$ 700. Com 4G, os valores sobem para US$ 630, US$ 730 e US$ 830, respectivamente.
Em resultados financeiros divulgados no final de abril, a Apple informou que vendeu 11,8 milhões de iPads apenas no primeiro trimestre de 2012.
O primeiro iPad foi lançado em 27 de janeiro de 2010 por Steve Jobs e ajudou na escalada para a Apple se tornar a maior empresa de tecnologia do mundo. Na época, foi chamada de prancheta digital. Jobs qualificou o aparelho, que unia computador, videogame, tocador de música e vídeo e leitor de livro digital, de "mágico" e "revolucionário".
No Brasil, o aparelho começou a ser vendido em dezembro de 2010. A segunda versão foi anunciada pela Apple em março de 2011, quando Jobs, então em licença médica, surpreendeu a todos ao subir ao palco para apresentar o aparelho.
arte comparativo ipad (Foto: Arte G1)
Problemas
Logo após a chegada do novo iPad ao mercado, a Apple enfrentou problemas com uma série de boatos que diziam que o tablet teria problemas de superaquecimento. A organização norte-americana de defesa do consumidor Consumer Reports afirma que o aparelho pode chegar a temperatura de até 46,6 ºC enquanto roda games com gráficos mais exigentes.
Houve também uma polêmica em relação à nova bateria do aparelho, que teve que ser modificada para dar suporte à nova tela de maior resolução e à conexão 4G. Um estudo feito por Raymond Soneira, da Displaymate Technologies, detectou que a bateria do aparelho continua fazendo recarga, mesmo após exibir o aviso de 100% de carga.
Além disso, os testes mostraram que a nova bateria do iPad leva quase o dobro do tempo para ser recarregada, em comparação com modelos anteriores do tablet da Apple.
tópicos:

Google violou direitos autorais da linguagem Java, da Oracle, diz júri



Empresa é culpada pelo uso ilegal do Java, comprado pela Oracle em 2010.
Processo foi iniciado em 2010 alegando que Android viola direitos do Java.

Do G1, em São Paulo
2 comentários
Cena do depoimento de Larry Ellison feita pelos repórteres da Reuters (Foto: Vicki Behringer/Reuters)Cena do depoimento de Larry Ellison, CEO da Oracle
feita pelos repórteres da Reuters
(Foto: Vicki Behringer/Reuters)
Um júri da Califórnia considerou nesta segunda-feira (7) que o Googleinfringiu os direitos autorais da Oracle sobre parte da linguagem de programação Java.
No entanto, o júri não conseguiu decidir, depois de dias de discussão, se o Google tinha o direito de usar a estrutura de direitos autorais. O veredicto sobre direitos autorais foi lida em um tribunal federal de San Francisco, nos Estados Unidos, de acordo com a Reuters.
Os cinco homens e sete mulheres jurados não foram unânimes em todas as suas respostas a quatro perguntas fornecidas pelo juiz William Alsup para determinar se o Android, do Google, infringiu parte da linguagem Java, que a Oracle adquiriu em 2010, segundo o site "Cnet".
O júri acredita, no entanto, que o Google não quebrou todos os direitos de uso do Java, como, por exemplo, em partes do código-fonte da linguagem, de acordo com o site.
Entenda o caso
A Oracle processou o Google em agosto de 2010 sobre patentes e direitos autorais para a linguagem de programação Java. De acordo com a Oracle, o sistema operacional Android, do Google, atropela os direitos de propriedade intelectual do Java, que adquiriu quando comprou a Sun Microsystems, em 2010.

O Google afirmava que não violou as patentes da Oracle e que a mesma Oracle não pode ter direitos reservados de certas partes do Java.
O julgamento começou no meio de abril e foram ouvidos executivos como Larry Page, atual CEO do Google, Eric Schidmt, ex-CEO do Google, e Larry Ellison, CEO da Oracle.
Page defendeu o Google e disse que a empresa “não fez nada de errado” durante seu depoimento. Segundo ele, o Google foi “muito cuidadoso sobre qual informação foi usada ou não [no Android]”.
Planos do Google
Os documentos do processo também revelaram os planos do Google. A gigante previu, por exemplo, que, que, em 2013, estaria obtendo mais de 35% de sua receita fora de seu mercado tradicional, o de publicidade vinculada a buscas.

Foram apresentadas projeções para diversas operações da companhia, que faziam parte de uma apresentação ao conselho do Google que a equipe da empresa preparou em outubro de 2010.

O Google tentou convencer o juiz federal norte-americano William Alsup a manter segredo quanto a seus documentos internos, mas o juiz recusou o pedido há uma semana. Jim Prosser, porta-voz do Google, afirmou na quarta-feira (25) que os documentos não representam o pensamento atual da companhia sobre suas operações de negócios. "Nosso setor continua a evoluir com velocidade incrível, e o mesmo se aplica às nossas aspirações para os diversos produtos e serviços que oferecemos", disse.

Facebook é o site mais acessado no Brasil em finais de semana, diz estudo


07/05/2012 12h47 - Atualizado em 07/05/2012 12h47

Rede social superou as buscas do Google em acessos no país em abril.
Acessos ao Facebook no país cresceram 7,64 pontos percentuais.

Do G1, em São Paulo
1 comentário
O Facebook é o site mais visitado por internautas brasileiros em todos os finais de semana e feriados de abril, segundo pesquisa divulgada pela Experian Hitwise.De acordo com o estudo, apenas no sábado 7 de abril a rede social não foi líder.
O site de buscas do Google é o mais visitado durante os dias de semana e no período consolidado de abril, segundo a Experian Hitwise, que mede a audiência da internet em todo o mundo.
A pesquisa aponta que, embora as buscas do Google estejam na primeira posição em todos os dias úteis de abril, a diferença de acessos entre a empresa e o Facebook é cada vez menor, conforme dados dos últimos 12 meses divulgados pela Experian. Entre o mês de abril de 2011 e abril de 2012, o Facebook conquistou 7,64 pontos percentuais, saindo de 2,12% de participação em visitas feitas pelos brasileiros para 9,76% registrados em abril. No mesmo período, o Google Brasil apresentou uma queda de 0,76 pontos percentuais, saindo de 11% de participação em visitas para 10,24%.
“Embora de forma geral nossas análises apontem que os brasileiros utilizam menos a internet nos finais de semana e feriados, com este levantamento verificamos que o Facebook acaba recebendo uma fatia maior durante os períodos de lazer”, afirma Juliano Marcílio, presidente da Experian Marketing Services para América Latina.

Briga por audiência
O Facebook superou o Google pela primeira vez em acessos no Brasil em um final de semana inteiro nos dias 14 e 15 de abril. No domingo, dia 1º, ele foi líder em acessos, voltando a ficar em primeiro lugar na Sexta-Feira Santa (6 de abril) e no domingo de Páscoa (8 de abril). Nos finais de semana seguintes e no feriado de 21 de abril, a rede social também ficou em primeiro lugar.
tópicos:

Leilão das faixas de 450MHz e 2,5GHz começa em 5 de junho



Internet Móvel 3G / 4G - Convergência Digital
:: Luís Osvaldo Grossmann

A Anatel marcou para 5/6 o início do leilão das faixas de 450 MHz e 2,5 GHz. A abertura dos envelopes será a partir de 12/6. O edital completo – com o preço mínimo da disputa – só deverá ser divulgado, no entanto, a partir das 14h do próximo dia 27. Os preços estão sendo definidos pelo Tribunal de Contas da União.

O leilão começa com a oferta da faixa de 450 MHz, com obrigações para a cobertura, especialmente de acesso à Internet, das áreas rurais do país – entendidas como aquelas a até 30 km das cidades.

Caso não haja disputa nessa faixa, o leilão passa em seguida para a oferta da frequência de 2,5 GHz – mas mantendo as obrigações de cobertura relativas aos 450 MHz.

Leilão 4G: Japão também reclama do Brasil


Internet Móvel 3G / 4G - Convergência Digital
:: Da redação

A determinação do governo em promover a tecnologia nacional desagrada os fabricantes internacionais. O Japão aderiu à posição dos Estados Unidos e União Europeia e também endossou reclamações formais sobre o processo de edital da venda da 4G no Brasil.

Na última sexta-feira, 05/05, os Estados Unidos, União Europeia e Japão questionaram, formalmente, as regras do leilão da quarta geração da telefonia celular (4G) na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. Eles reclamam das exigências de investimento em tecnologia nacional, trazidas pelo edital.

Os europeus não descartam abrir um processo sobre o tema. Os EUA apresentaram uma lista de perguntas sobre o edital, respondidas pelas autoridades brasileiras. O edital exige conteúdo nacional mínimo de 60% e 10% de tecnologia nacional.

A partir de 2017, a exigência passa para 70% de produção local e 20% de tecnologia nacional. O leilão está agendado para o dia 12 de junho e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já disse que não vai mudar o processo de venda das frequências. Segundo ele, 4G é estratégico para o desenvolvimento do país e assim está sendo tratado.

Fonte: Agência de notícias

Leilão 4G: Governo diz que edital é legal e descarta mudanças

Internet Móvel 3G / 4G - Convergência Digital
:: Convergência Digital*

O Governo Dilma quer dialogar com os países incomodados com as regras estabelecidas para o leilão 4G, mas não está disposto a fazer qualquer mudança no modelo. A afirmação foi feita pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que nesta segunda-feira, 07/05, participou de evento da Abert, em Curitiba, no Paraná. Ele estava acompanhado do presidente da Anatel, João Rezende.

Bernardo garantiu que vai dialgoar com União Europeia, Japão e Estados Unidos - que questionam na Organização Mundial do Comércio- a obrigatoriedade de tecnologia nacional no edital de venda das frequências de 4G. "Não pretendemos mudar nada porque estamos convencidos de que está correto, queremos ter emprego, queremos ter a nossa indústria funcionando de forma competitiva", disse o ministro, segundo reportagem da Agência Estado.

O edital estipula que as empresas vencedoras devem utilizar, tanto na implantação do celular de quarta geração quanto na internet rural, 50% de produtos fabricados no Brasil, ainda que a tecnologia seja estrangeira, e que outros 10% sejam fruto de tecnologia desenvolvida no Brasil.

Apesar de dizer que quer dialogar, Paulo Bernardo não poupou críticas aos que reclamam da posição nacional."Os países mais desenvolvidos, a Europa, os Estados Unidos, por causa da crise, desvalorizam as suas moedas e com isso ganham competitividade artificial", analisou. "Os produtos chegam mais baratos aqui em relação aos que são produzidos no Brasil".

E foi bastante incisivo. "Vamos dialogar, é uma obrigação dialogar com os países da Europa, com os Estados Unidos, com o Japão ou com quem queira discutir, mas não pretendemos mudar nada." O presidente da Anatel, João Rezende, também insistiu na legalidade das exigências do leilão.

"Nós entendemos que como se trata de um bem público, que é a radiofrequência que está sendo leiloada, não estamos ferindo nenhuma regra da Organização Mundial do Comércio", reforçou. Rezende disse que o Ministério das Comunicações e a Anatel, juntamente com o Ministério da Indústria e Comércio e o Itamaraty, vão responder a todos os questionamentos. "Mas a intenção nossa é manter essas condições do edital", ressalvou.

As propostas serão entregues até 5 de junho e a abertura será no dia 12. Ele afirmou que não há uma expectativa em torno do resultado financeiro do leilão, que tem preço mínimo de R$ 3,85 bilhões. No entanto, o presidente da Anatel avalia que haverá disputa.

"Acreditamos que a necessidade desse espectro é muito grande por causa da aplicação móvel, os celulares estão cada vez mais sendo utilizados como meio de dispositivos pessoais, aumento das redes sociais, e acreditamos que o leilão será um sucesso nesse sentido", completou Rezende.

*Fonte: Agência Estado

Continental destaca suas tecnologias durante Congresso SAE Brasil 2008


São Paulo, outubro 07, 2008
A Continental Brasil Indústria Automotiva, uma das maiores fornecedoras mundiais de componentes automotivos, marca presença na XVII edição do SAE Brasil 2008 (Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade), com suas soluções tecnológicas desenvolvidas para o setor. Um dos destaques, durante o evento que acontece no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), é a competência em desenvolvimento de arquitetura elétrica para mercados emergentes. Através da experiência da Continental no desenvolvimento de soluções locais nos diversos componentes e soluções eletrônicas dos veículos como cluster, módulo de controle do ar-condicionado, rastreador, auto-rádio, módulos eletrônicos, a Continental Brasil se tornou um centro de competência para desenvolvimento de arquiteturas elétricas para todo o mercado emergente.

No estande da empresa, também está em exposição o cockpit do novo Ford Ka. Produzido com tecnologia 100% nacional, o produto possui um design moderno, que valoriza a qualidade visual do automóvel e otimiza o espaço interior. O cockpit conta com conceito de integração e sua estrutura está pronta para receber a montagem de air bag para motorista e passageiro.

Auto-rádio

A linha de auto-rádio é outra atração da empresa no SAE Brasil 2008. Com desenvolvimento local para atender as montadoras, os auto-rádios contam com recursos exclusivos, capazes de se comunicar com os sistemas eletrônicos dos automóveis. Dentre seus diferenciais, destacam-se conexão com equipamentos de multimídia como iPods e MP3 Players, além de comunicação com celulares por meio do sistema Bluetooth. Saídas pré-amplificadas, conexão com controles remotos de volantes originais, proteção contra descarga de bateria, informações de texto enviadas pela rádio (RDS) e armazenamento das memorizações, equalizações e ajustes são outras características.

Monitoramento

O rastreador é outro produto no estande da Continental. Disponível em duas versões, o equipamento possui tecnologia GSM/GPS para localização, bloqueio, rastreamento e monitoramento de veículos. Produzido na unidade de Manaus (AM), é destinado para automóveis de passeio e veículos de carga. O rastreador atende às necessidades de empresas de gerenciamento de risco, montadoras e seguradoras.

ContiTech

Da divisão ContiTech Power Transmission Group, da Continental, estão no estande as correias automotivas, desenvolvidas com alta tecnologia e qualidade, garantindo melhor performance ao motor. Com o slogan go for excellence e liderança no mercado de equipamento original, os produtos da divisão são fornecidos para montadoras como Volkswagen, General Motors, Fiat, Ford, PSA e outras.

Freios

Com investimento tecnológico em seus produtos, a Continental também mostra no SAE Brasil 2008 os sistemas de freios hidráulicos para veículos de passeio. Além disso, há também os sistemas de freios eletrônicos como ESP, ABS e TCS que são fornecidos para grande parte dos automóveis importados, comercializados no País.

Serviço
Evento: SAE Brasil 2008
Data: 07 a 09 de outubro de 2008
Horários: Exposição – das 12h00 às 20h30
Local: Expo Center Norte - SP
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme - São Paulo – SP

Press Contact
PRINTER PRESS ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Cíntia Bechiolli e Fernando Planca
Phone: +55 11 5582-1605
Phone: +55 11 5582-1617
cintia@printerpress.com.br

Missão da Fiema recebida na prefeitura de Pelotas

No dia 28 de junho, uma missão da Fiema Brasil 2012, composta pela coordenadora comercial Bárbara Dornelles e pelas consultoras de vendas Alice Boaro e Michele Correa da Silva, esteve em audiência com o prefeito de Pelotas (RS), Adolfo Fetter. A cobertura do encontro, feita pelo assessor de imprensa do município Salvador Tadeo, pode ser conferida no link abaixo.
http://intranet.pelotas.com.br/noticia/noticia.htm?codnoticia=27096
A gestão municipal de Pelotas tem ampliado a preocupação no segmento ambiental. Só na área de destinação de resíduos urbanos a cidade investe cerca de R$300 mil mensais na coleta seletiva – feita em 750 contêineres, de orgânicos e recicláveis, espalhados por toda cidade. Diariamente, em Pelotas são produzidas aproximadamente 170 toneladas de lixo doméstico e mais quatro toneladas na área rural do município. É desenvolvido também o programa Coleta Porta a Porta, em três áreas da cidade, para o recolhimento de resíduos recicláveis separados. Há ainda a coleta de seis toneladas por mês de resíduos do setor da saúde.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Brasil e o acesso às novas tecnologias

 
Segundo um estudo feito pela União Internacional de Telecomunicações – órgão da ONU -, o Brasil ocupa apenas a 71ª posição entre as 180 economias mais adaptadas às novas tecnologias de comunicação. Nesse dado, devemos mencionar também os contrastes nacionais existentes, pois a região Sudeste apresenta os mesmos níveis de países ricos e parte da população do Norte e Nordeste jamais teve acesso a um computador. Além da questão do acesso, outros itens importantes são os preços da ligação de celular, os de telefonia fixa, o acesso à internet, o preço da banda larga, etc. A utilização desses bens e serviços leva em conta o poder aquisitivo da população e o nível educacional, o que justifica a exclusão de parte importante da população na sociedade da informação.
Na verdade, o Governo anterior entendeu que sociedade da informação era a informatização da sociedade. Entendeu também que a solução para a inclusão digital seria a distribuição de computadores. Baseado nessa filosofia, milhões de computadores foram distribuídos, principalmente para as escolas públicas, sem nenhum programa de capacitação ou monitoramento. Até hoje não se tem os indicadores de impacto social de tamanho investimento.
Está cada vez mais claro que não basta distribuir computador, assim como não basta distribuir livros. No caso específico do livro, todos os anos são enviados centenas de títulos e milhares de exemplares do livro didático e, na verdade, não temos ainda um público leitor e a grande maioria dos alunos do ensino secundário não consegue interpretar o texto lido.
Os países que se adaptaram facilmente às novas tecnologias de informação e comunicação são os que possuíam tradicionalmente estruturas de informação e comunicação. Essas estruturas são representadas, em primeiro lugar, pela questão dos conteúdos, pois possuem indústrias de produção de conteúdos cujo forte componente é a indústria editorial e a produção científica.
Outro fator decisivo é a estrutura informacional representada pelas bibliotecas infantis, escolares, públicas ou universitárias e pelos centros de documentação e informação. Os veículos de comunicação de massa exercem um papel importante não somente na formação da opinião pública, como também na formação da cidadania, principalmente para os imigrantes.
Alguns países em desenvolvimento se aproveitaram da revolução tecnológica e deram um grande salto no processo de desenvolvimento. Os exemplos mais conhecidos são Cingapura, Irlanda e a região de Extremadura, na Espanha. Basicamente realizaram melhorias no sistema educacional copiando, por meio do Benchmarking, os modelos de sucesso na educação, utilizando em larga escala o software livre e metodologias de alfabetização em informação, alfabetização digital e mediação da informação.
No caso brasileiro, devemos levar em conta que o acesso não é tão importante quanto a compreensão. As pessoas excluídas da sociedade da informação têm de levar em conta que a compreensão e o acesso às tecnologias de informação e comunicação são importantes para combater o desemprego e melhorar a qualidade de vida.
Os programas promovidos pelo governo, iniciativa privada e terceiro setor devem levar em consideração que não basta distribuir computador ou simplesmente disponibilizá-lo. Deve haver um investimento na capacitação, no monitoramento e na avaliação, principalmente nos indicadores de impacto social.
Como parte importante da população brasileira se utiliza apenas da informação oral - e por isso muitas vezes torna-se objeto de manipulação pelo poder existente -, e não da bibliográfica e da tecnológica, é de extrema importância a utilização de metodologias de mediação da informação.
Juntamente com o programa de capacitação, a metodologia de mediação da informação demonstra que a auto-estima é proveniente da capacidade de buscar informação e de, agregando valor à informação, transformá-la em conhecimento. A referida metodologia se utiliza também do processo de identidade cultural, da formação da cidadania e, num estágio mais avançado, da formação de usuários críticos, ou seja, usuários produtores de conteúdos e não simplesmente consumidores de conteúdos disponíveis pelas tecnologias de informação e comunicação.
 
ATENÇÃO
O conteúdo dos artigos é de responsabilidade do autor e expressa sua visão sobre assuntos atuais. Os textos podem ser reproduzidos em qualquer tipo de mídia desde que sejam citados os créditos do autor. Edições ou alterações só podem ser feitas com autorização do autor.

O impacto social das novas tecnologias no Brasil e no mundo

Mauro Pinheiro

Internet e seus efeitos de globalização

Muito tem sido discutido no meio acadêmico sobre o que representa a Internet no cenário mundial. Marcadamente distinguem-se duas posições, uma mais otimista que acredita que a Internet promoverá a integração entre os povos.
Outra vertente, mais pessimista, vê a rede como mais um instrumento de dominação e controle, a nova ferramenta que garantiria a permanência dos grupos econômicos que historicamente se mantém no poder.
Diante disso, fica a dúvida: a Internet é um instrumento que favorece a alteração ou permanência da ordem mundial?
Alguns motivos pelos quais a Internet tem sido vista como algo positivo para a sociedade:
  • Os meios de divulgação da informação não estão mais restritos aos grupos econômicos que tradicionalmente centralizavam os veículos de comunicação.
  • Teoricamente, a WWW é o espaço onde o ser humano tem direito a voz, à informação e à discussão de sua realidade, de maneira irrestrita e sem intermediários. O indivíduo independeria de grupos que o representassem, dizendo livremente a sua palavra. A Internet representaria então um espaço neutro onde os problemas comuns poderiam ser discutidos abertamente.
  • Há a possibilidade de intercâmbio cultural, favorecendo o enriquecimento da experiência coletiva.
Alguns motivos pelos quais a Internet tem sido vista como um instrumento de manutenção da situação mundial:
  • É indiscutível que com o surgimento da Internet, ocorre uma circulação de quantidades cada vez maiores de informação…entretanto, apesar do potencial para explicitar a diversidade cultural, até o momento essa massa de informações parece ser apenas o reflexo da dominação cultural exercida pelos grandes pólos econômicos, repetindo mais uma vez a dicotomia centro x periferia.
  • Enquanto a rede se expande cada vez mais nos países ditos de “primeiro mundo”, os países periféricos, ou “em desenvolvimento” como o Brasil apresentam uma participação ainda tímida na comunidade internauta, se comparada aos países mais desenvolvidos. (ver tabela 1)
Tabela 1: Porcentagem de usuários da Internet em relação a população total

Finlândia 	27,9%
Estados Unidos 	27,8%
Canadá 		26%
Dinamarca 	22%
Inglaterra 	18%
Japão 		11%
África do Sul 	2,4%
Brasil 		2,1%
Egito		0,6%
México		0,5%
Índia		0,49%
Filipinas	0,03%

Dados referentes a dezembro de 1998.  Fonte: NUA Internet Surveys
IBGE

Como esperar um ambiente plural quando apenas uma parcela da população mundial está participando desse processo – notadamente aquela que historicamente está a frente dos processos de produção e difusão da informação?
Permanência ou alteração? O fato é que nada está decidido ainda, o processo ainda é recente e muito pode ser feito. É importante perceber o potencial da Internet para construção de algo positivo, com a participação de todos os povos.
O final do século é marcado pela “globalização”, mas uma globalização onde ocorre a hegemonia de um grupo, um único modelo de desenvolvimento e de cultura que se impõe, uma globalização de cima para baixo, baseada na desconstrução da pluralidade a partir da imposição de um modelo único.
A Internet deveria ser utilizada para reverter esse quadro, permitindo que a diversidade fosse explicitada, fazendo com que os povos interagissem na busca de algo acima das diferenças políticas, econômicas e ideológicas, o “bem comum” a que se refere Phillipe Quéau, um bem comum construído com esforços e debates coletivos, e que envolvesse de fato todos aqueles que direta ou indiretamente sofrem com os efeitos da “globalização” atual.

WWW e o cidadão brasileiro: cultura, classe social e escolaridade

No Brasil, apesar do rápido crescimento do número de usuários, a Internet ainda é um privilégio para poucos, como vemos nos dados abaixo:

Perfil do usuário da Internet no Brasil


38%  têm nível de instrução superior
40%  têm o segundo grau completo
62%  falam a língua inglesa
64%  acessam a rede diariamente
43%  têm faixa salarial entre 20 e 50 salários mínimos

Total de entrevistados: 25.316

Enquanto isso...62% da população brasileira recebe menos de 5 salários mínimos ao mês

Nos grandes centros urbanos* do Brasil:

 5,0%	têm computadores
25,2%	têm telefone
26,5%	têm automóvel
26,9%	têm videocassete
33,2%	têm lava-roupas

Amostragem: 5.000 domicílios
* Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza. Fonte:

Falar da participação da população na Internet num país que ainda carece de serviços básicos como educação, saneamento básico, obras de infra-estrutura, etc. pode causar estranheza, mas o momento para essa discussão é mais do que oportuno.
Por estar ainda se desenvolvendo – embora com uma velocidade nunca vista em qualquer meio de comunicação até então – a Internet ainda apresenta possibilidades para ser moldada de acordo com a vontade de seus usuários. O problema é justamente permitir que mãos diversas possam modelar a massa bruta.
É importante destacar que quando falamos em democratizar o acesso à Internet, devemos ter em mente que a questão não se resume apenas a garantir acesso aos meios tecnológicos – computadores, linhas telefônicas, etc.
Tão importante quanto garantir o acesso à tecnologia é garantir que todos possam utilizá-la de maneira apropriada, ou melhor, que possam vir a aprender como utilizar de maneira apropriada a tecnologia desenvolvida, que teoricamente deveria beneficiar a todos indistintamente.
De maneira geral, historicamente o progresso tecnológico ocorre sem maiores preocupações com a diversidade cultural dos usuários finais do processo. Imagina-se que qualquer cidadão esteja apto a vir a compreender e utilizar corretamente os bricabraques que a modernidade engendra incessantemente.
Ignora-se nesse processo a diversidade sócio-cultural existente, a coexistência de diferentes grupos sociais, e isso por sua vez gera uma inadequação do produto aos seus usuários finais, ou pior ainda, limita a utilização de um produto a determinada casta privilegiada capaz de desvendar os seus mistérios. Aqueles que não forem capazes de desvendar o enigma da Esfinge serão devorados impiedosamente.
No Brasil, um país com contrastes sócio-culturais e econômicos tão marcantes, a Esfinge ameaça abocanhar grande parte da população, desconsiderada no processo de desenvolvimento tecnológico.
Um exemplo claro disso são as máquinas de auto-atendimento bancário, projetadas para uma população letrada, com domínio não só do alfabeto mas também com facilidade para apreender diferentes sistemas computadorizados. Num país onde cerca de 16% da população é analfabeta, imagina-se as dificuldades que tais sistemas apresentam para serem compreendidos e utilizados satisfatoriamente. Se para pessoas alfabetizadas a linguagem dos computadores ainda é extremamente complexa, que dirá para aqueles que não dominam os códigos mínimos que balizam grande parte dos sistemas de informação atuais – o alfabeto, a escrita e a leitura?
A crescente informatização em todos os setores da vida cotidiana aponta um quadro preocupante: como farão aqueles que não compreendem os códigos do meio digital para se relacionarem num mundo cada vez mais mediado pela máquina?
A forma como o desenvolvimento tecnológico tem se dado pode promover, mais uma vez, a exclusão social de grupos que não se orientam pelos mesmos códigos culturais utilizados por aqueles que dominam o processo.
Percebe-se então porque a discussão sobre utilização da Internet por grupos sociais diversos é tão importante neste momento.
A Internet pode vir a ser um instrumento poderoso de construção de um mundo melhor para todos, desde que seja realmente um veículo de acesso irrestrito. Para tanto é preciso viabilizar sua utilização por diferentes culturas, independente dos códigos que utilizem, uma vez que cada grupo social opera segundo sua própria lógica.
A pluralidade de códigos não deve ser vista como um empecilho para a comunicação, uma vez que o próprio processo comunicacional é um esforço contínuo, construído, negociado e redefinido a cada instante pelos atores envolvidos.
A tecnologia deve se adaptar aos diversos contextos culturais existentes, nunca o contrário.

O que pode ser feito por designers conscientes?

O design é notadamente uma área de atuação onde aspectos técnicos e humanos estão presentes em igual intensidade. No campo do design, as inovações tecnológicas interessam tanto quanto a compreensão da complexidade das relações humanas.
Se num futuro próximo, a Internet – e especialmente com o surgimento da Intenet 2, a nova fase da Internet, com aumento da capacidade de transmissão de dados – e os sistemas de informação computadorizados deverão ter uma presença cada vez mais incisiva nas atividades cotidianas, caberá ao designer a tarefa de intermediar a adaptação da tecnologia às especificidades dos diversos contextos sócio-culturais existentes.
A participação de grupos sociais diversos na construção de um mundo melhor, potencializada com o surgimento da Internet, dependerá em grande parte dos esforços dos profissionais de design, de maneira a permitir que o intercâmbio entre culturas não seja limitado pelas regras impostas por grupos minoritários que controlam o desenvolvimento tecnológico.