segunda-feira, 26 de março de 2012

Brasil é mais que um mercado para a Boeing Nova presidente da empresa diz ver País como parceiro e centro de tecnologia e pesquisa AE | 26/03/2012 08:59

Nova presidente da empresa diz ver País como parceiro e centro de tecnologia e pesquisa

AE | 26/03/2012 08:59
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Os planos da Boeing para o Brasil vão além da parceria comercial. A promessa é da nova presidente da empresa no País, a americana Donna Hrinak, que há seis semanas está no País para comandar a companhia. “Não estamos olhando o País somente como mercado. Estamos olhando o Brasil como parceiro e centro de tecnologia e pesquisa”, afirma ela, especialista em Brasil - foi embaixadora dos Estados Unidos no País entre 2002 e 2004.

Na área comercial, a grande ambição da Boeing é ser escolhida pelo governo para a compra de 36 caças da Força Aérea Brasileira (FAB). A empresa americana enfrenta a francesa Dassault e a sueca Saab. A troca dos caças foi anunciada pelo ex-presidente Lula em 2007, mas se arrasta desde então. A presidente Dilma Rousseff já sinalizou que deve definir a escolha ainda no primeiro semestre.

Neste fim de semana, a Boeing deu provas de que quer aumentar a influência no Brasil. A empresa patrocinou um encontro de pesquisadores canadenses e brasileiros que debateu o uso da tecnologia visual analytics (visualização analítica de dados).

A ação da gigante americana pode ser analisada como um reconhecimento de que o País pode fornecer tecnologia de ponta. “Estamos falando de uma maneira de fazer pesquisa tecnológica que pode trazer soluções para problemas do mundo real”, diz Donna, que inaugurou o workshop Brava Initiative, em São Paulo.

Atualmente, a Boeing já patrocina estudantes brasileiros no programa do governo federal Ciências sem Fronteira. “Acho que estamos respondendo a uma iniciativa da presidente Dilma. Ela também vê a necessidade de promover a educação na ciência e tecnologia, engenharia e matemática”, afirma a executiva. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

Brasil tem maior alta em ranking de tecnologia na América Latina

Aumento de celulares e de acesso à internet contribuem para o resultado.
País pode ultrapassar o México em 2010, segundo estimativas.
Da Reuters
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Número de usuários de internet no Brasil subiu 12,2% no período analisado (Foto: Renato Bueno/G1)

O Brasil teve a maior alta em um ranking de uso de tecnologia e telecomunicações entre os países da América Latina no primeiro trimestre de 2009. Foi o quinto trimestre consecutivo em que o país avançou mais que os demais no Indicador da Sociedade da Informação (ISI) da região, medição feita pela empresa Everis em parceria com a IESE Business School da Espanha.

Apesar dos avanços, que mostram que o país pode estar menos vulnerável à crise financeira global, o Brasil ainda é o penúltimo país na lista dos que são avaliados pela pesquisa, que inclui também Chile, Argentina, Peru, México, de primeiro a quarto lugar no ranking, e Colômbia, na sexta posição.

No primeiro trimestre deste ano, o Brasil atingiu 4,38 pontos no ISI, uma alta de 3,1% sobre igual trimestre de 2008.

O ISI da Argentina foi o que mais caiu, segundo a pesquisa, com redução de 5,1%, para 4,63 pontos. A pontuação do Chile foi de 5,51; a do Peru, 4,42; a do México, 4,44; e a pontuação da Colômbia ficou em 4,08.

Diante dos avanços recentes do Brasil, entretanto, os pesquisadores estimam que o país ultrapasse o México até o primeiro trimestre de 2010, alcançando a quarta colocação no bloco.

Celulares e internet

No primeiro trimestre deste ano, o Brasil alcançou 777 celulares a cada 1 mil habitantes, um aumento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2008, além de 232 computadores em cada 1 mil pessoas, um avanço de 19,5%.

O número de usuários de internet no país em cada 1 mil subiu 12,2%, para 391 usuários, e o volume de domínios de internet cresceu 22,3%, para 16 em cada 1 mil.

Entre os itens avaliados, o único que recuou no caso do Brasil foi o montante gasto anualmente em tecnologia da informação e comunicação. A cifra gasta per capita no Brasil foi de US$ 332 nos três primeiros meses, uma retração de 19,4% sobre o mesmo trimestre do ano passado. O movimento, neste caso, pode ser explicado pela desvalorização da moeda brasileira ante a norte-americana no último ano.

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Farmacêuticas criam laboratório de alta tecnologia no Brasil


Por Assis Ribeiro
Do iG
Nova farmacêutica nacional fará remédios tidos como futuro da indústria
BioNovis, criada por união de quatro produtoras brasileiras de medicamentos, terá fábrica e centro de pesquisa para fazer biotecnológicos
Um dia após a presidenta Dilma se reunir com empresários para pedir que façam mais investimentos, quatro farmacêuticas nacionais assinaram um acordo que cria uma empresa de alta tecnologia no País. A BioNovis, fundada pelas concorrentes EMS, Ache, Hypermarcas e União Química, vai produzir os chamados remédios biotecnológicos, usados no tratamento de doenças complexas. Será a primeira grande empresa brasileira a entrar nesse mercado, cujas importações custaram ao governo R$ 6 bilhões no ano passado – que são 46% de todo o gasto governamental com medicamentos importados.
esa vai demandar R$ 500 milhões de investimento nos primeiros cinco anos de vida, dos quais R$ 200 milhões sairão dos caixas das sócias (cada uma tem 25% da BioNovis) e darão conta de colocar o negócio para funcionar. O resto será captado conforme o projeto se desenvolva. Não está descartado um financiamento do BNDES – ou mesmo uma sociedade com o banco de desenvolvimento. "Talvez seja o investimento mais importante da história da indústria farmacêutica brasileira", diz Odnir Finotti, presidente da BioNovis. A empresa terá uma fábrica desses remédios, mas o local e o custo do investimento só devem ser anunciados em 90 dias. Além disso, irão construir um laboratório de pesquisas, que deve começar a funcionar ainda este ano – cerce de 60% do investimento feito na BioNovis será para pesquisa e desenvolvimento. O escritório já começa a funcionar, na Av. Faria Lima, em São Paulo.
Os remédios biotecnológicos, feitos a partir de células vivas, são considerados o futuro da indústria farmacêutica. São caros – mesmo sendo 46% dos gastos públicos com importação, representam só 2% do volume de remédios comprados fora – e consumidos apenas dentro de hospitais, não vendidos em farmácias. É um mercado de US$ 160 bilhões no mundo, e de R$ 10 bilhões no Brasil. Entre os dez remédios mais vendidos mundialmente, cinco são do tipo. "Em vinte anos, o mercado de biotecnológicos será maior que o de remédios químicos", avalia Finotti.
Esses remédios são usados para combater doenças como câncer, artrite reumatóide, lúpus e Alzheimer. São produzidos principalmente nos EUA, Alemanha, Suíça e Reino Unido, mas emergentes como Índia, China e Coreia do Sul já fabricam biotecnológicos – o Brasil importa inclusive da Argentina. A BioNovis deve colocar os primeiros biotecnológicos nacionais no mercado em dois ou três anos. "Como serão feitos aqui, eles deverão ser mais competitivos que os importados", diz o executivo.
O fato de quatro empresas concorrentes terem se unido para criar um negócio é algo inédito no setor. Entre as primeiras conversas e a conclusão do acordo, passaram-se apenas seis meses. No acordo de acionaistas, está previsto que nenhuma delas poderá entrar na fabricação de biotecnológicos, ou seja, virar concorrente da BioNovis. O acordo prevê ainda que a BioNovis não poderá ser vendida para empresas estrangeiras.
Também ficou definido que cada sócio terá dois assentos no conselho, e que a diretoria não poderá ter executivos que também sejam diretores nas acionistas. Finotti, o presidente, estava comandando a Pró Genérico, associação que representa empresas do setor.
"Os sócios sabem que a BioNovis não poderá ser um negócio pequeno, por isso ela já nasce com a intenção de ser uma empresa global e exportar medicamentos", explica o executivo – ainda assim, o principal comprador deverá ser o governo, com 60% dos pedidos. "A empresa tem potencial para se tornar, dentro de vinte anos, a maior farmacêutica brasileira", diz.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Brasileiro cria conceito que pode acelerar o tratamento de fraturas

Brasileiro cria conceito que pode acelerar o tratamento de fraturas

Dotado de sensores eletromiográficos, este "gesso high-tech" poderia deixar seu médico sempre ciente sobre o progresso de um tratamento ortopédico.

Por Jonathan D. Machado em 15 de Agosto de 2011
Um estudante brasileiro de design apresentou um conceito que poderia trazer a alta tecnologia e as redes sociais para o tratamento de fraturas ósseas. Batizado de “Bone” (osso, em inglês) o “gesso high-tech” possui sensores eletromiográficos espalhados por toda a tala imobilizadora, monitorando a musculatura ao redor da fratura em tempo real e enviado os dados para um PC via Wi-Fi.
O projeto conceitual foi elaborado por Pedro Nakazato Andrade, um estudante do Instituto de Design e Interação de Copenhagen, na Dinamarca. Durante uma entrevista com o site de design Ecouterre, o brasileiro explica que o objetivo do "Bone" é acelerar o tratamento da fratura através de correções e exercícios que podem ser aplicados com mais precisão, graças aos dados coletados pelo aparelho.
As informações seriam enviadas a uma comunidade para que médicos e outros pacientes possam compartilhar as experiências e ajudar uns aos outros, uma forma de incentivar que o paciente siga o tratamento com mais disciplina. Segundo Pedro Nazakato Andrade, fazer com que as pessoas mantenham a agenda de automedicação em casa ainda é um dos maiores desafios da medicina.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/12440-brasileiro-cria-conceito-que-pode-acelerar-o-tratamento-de-fraturas.htm#ixzz1pxIK2msR

7 tecnologias que nasceram no Brasil

7 tecnologias que nasceram no Brasil

Conheça algumas inovações que nasceram por aqui e conquistaram fama mundial.

Por Nilton Kleina em 23 de Agosto de 2011

Quando o assunto é o Brasil, reclamamos da corrupção e da impunidade na política, dos problemas na educação e da sensação de insegurança. Quando se trata dos demais países, achamos que a imagem da nação que é passada a eles é resumida em futebol, samba e favelas.
No mundo da tecnologia, entretanto, isso não é bem assim. O Brasil é bastante respeitado na área e tornou-se com o tempo um grande berço de inovações que alcançaram todo o globo.
O Tecmundo juntou alguns desses notáveis pesquisadores em uma verdadeira seleção brasileira com o melhor da tecnologia tupiniquim.

Radiotransmissão: o padre pioneiro

Um protótipo do modelo utilizado por Landell. (Fonte da imagem: Wikipédia)Quando pensamos em avanços na ciência, logo imaginamos a modernidade, os aparelhos revolucionários e as descobertas recentes. Mas o Brasil já era um expoente na área há muito tempo, como no caso do padre gaúcho Roberto Landell de Moura, que é um dos responsáveis pelo invento do rádio.
É isso mesmo: em 1900, o brasileiro fez a primeira transmissão de voz através de uma máquina sem a ajuda de fios, utilizando ondas eletromagnéticas e modulação do som. A técnica era tentada por cientistas de todo mundo, mas foi Landell o primeiro a ter êxito.
Infelizmente, o governo brasileiro não o ajudou na continuidade do projeto e apenas algumas de suas patentes foram reconhecidas aqui e nos Estados Unidos – ao contrário do italiano Marconi, considerado mundialmente como o inventor do rádio, que foi devidamente financiado e desenvolveu de vez a tecnologia.

Kinect: toque tupiniquim no Xbox 360

Na E3 de 2010, o mundo foi apresentado ao Project Natal (rebatizado de Kinect), uma revolucionária tecnologia para os video games. A proposta todo mundo já conhece: jogar no console da Microsoft sem a ajuda de controles, utilizando apenas comandos feitos pelos movimentos do corpo do jogador, que é rastreado por um sensor especial.
O que pouca gente conhece é que um brasileiro é a cabeça por trás do aparelho: o engenheiro curitibano Alex Kipman, que vivia há mais de dez anos nos Estados Unidos quando teve a ideia para o aparelho.
A ideia veio de uma forma curiosa: durante as férias em sua terra natal, ele se inspirou na vida sem tecnologia, botões e aparelhos em excesso – e utilizou esse pensamento para inovar na área e dar controle total ao corpo do jogador. O “Natal” do nome também não é coincidência: a cidade é uma das favoritas de Kipman.

Maglev Cobra: o trem sustentável

Há alguns anos, os trens maglev já existiam em outros países, até mesmo em escalas comerciais, como é o caso da China. Mas isso não impede o Brasil de ter sua participação: o Maglev Cobra, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é um promissor projeto na área de transporte público.
(Fonte da imagem: Maglev Cobra)
Movimentando-se através de levitação magnética, os trens maglev têm problemas de consumo para manter-se fora do chão. É aí que entra o dedo dos cientistas brasileiros: teoricamente, o projeto nacional não tem consumo algum, exceto um gasto em nitrogênio em estado líquido, um produto barato para universidades (cerca de R$ 0,80/litro). Até a implantação do sistema seria mais em conta do que um sistema de metrôs, por exemplo.

BINA: quem está me ligando?

Todas as vezes que seu telefone tocar e um pequeno aparelho informar qual é o número de quem está efetuando a ligação, agradeça ao eletrotécnico mineiro Nélio Nicolai, inventor do BINA, o popular identificador de chamadas.
Mundialmente utilizado, o aparelho é capaz de rastrear quem está efetuando a chamada através da identificação de sinais e modulações de frequência. Projetado e patenteado em 1977, mas lançado só cinco anos depois, o BINA significa que “B (o receptor) identifica o número de A (quem está ligando)”.
(Fonte da imagem: Submarino)
Ainda na década de 1980, Nicolai recebeu o reconhecimento internacional pela invenção. Em seguida, entrou em uma polêmica sobre direitos autorais com operadoras brasileiras, que vendiam seu aparelho sem a devida autorização.

O uso do etanol: um substituto real para a gasolina

Antes da década de 1970, quando o assunto era combustível para automóveis, ninguém imaginava que haveria uma alternativa real para a gasolina. Foi aí que aí que o engenheiro Urbano Ernesto Stumpf desenvolveu e patenteou uma série peças que constituíam o motor a álcool, abrindo as portas do etanol para o mundo.
O Dodge 1800, primeiro carro a álcool no Brasil. (Fonte da imagem: Wikipédia)
Cinco anos depois, após a primeira grande crise do petróleo, o governo brasileiro entendeu a necessidade de apostar na invenção e lançou o Pró-Álcool, um programa nacional que incentivava o uso do combustível em veículos brasileiros.
O plano deu certo: atualmente, o país é o segundo maior produtor, o maior exportador e o primeiro a atingir o uso sustentável em etanol. O sucesso também é garantido pelos investimentos agrícolas na coleta da matéria-prima (no nosso caso, a cana-de-açúcar), mas a política sustentável brasileira também é reconhecida lá fora.

H2Life: a água potável que vem de você mesmo

Imagine-se perdido em alto-mar ou vítima de um desastre natural. Sem água potável para beber, a desidratação é inevitável. É aí que surge uma das salvações, que no futuro pode estar em seu kit salva-vidas: um canudo que filtra a urina e a deixa própria para consumo.
O curioso aparato é de invenção brasileira, do jornalista e empresário Ricardo Fittipaldi. O canudo realiza duas filtragens, que eliminam resíduos e substâncias da urina, além de uma purificação, que a deixa livre de bactérias e outros organismos que poderiam ser prejudiciais. Seu uso principal seria em situações de risco, como resgates, além de ser presença obrigatória em kits de sobrevivência.
Vai um gole aí? (Fonte da imagem: Revista ALFA)
O Tecmundo já noticiou o invento – que gerou polêmica entre os leitores, pois a maioria não achou o H2Life nada higiênico, apesar das garantias do Inmetro, que aprovou totalmente o produto.

Walkman: o som portátil é coisa nossa

(Fonte da imagem: Sony)O aparelho portátil da Sony, que revolucionou a indústria fonográfica ao dar liberdade às pessoas de ouvirem o que quiserem com um aparelho que pode ser carregado no bolso, tem suas origens em terras brasileiras. Nascido na Alemanha e criado no Brasil, Andreas Pavel desenvolveu em 1972 o primeiro reprodutor estéreo de áudio portátil (utilizando as finadas fitas cassete), sob o nome de stereobelt.
Ele até registrou as patentes em vários países, mas a Sony iniciou a produção de seu produto anos depois sem a devida autorização ou realização de pagamentos a Pavel. Foi apenas na década de 2000, após muita pressão sobre a empresa, que os royalties foram finalmente concedidos ao legítimo inventor do aparelho.
...
Viu só como o Brasil tem muito do que se orgulhar em termos de tecnologia? E olha que tivemos que deixar muita coisa de fora! O que você acha que ficou faltando? Qual sua tecnologia tupiniquim favorita? Deixe seu comentário!


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/12667-7-tecnologias-que-nasceram-no-brasil.htm#ixzz1pxH27Oix

terça-feira, 20 de março de 2012

ciência e a tecnologia do Brasil

A ciência e a tecnologia do Brasil conseguiram nas últimas décadas uma posição significativa no cenário internacional.
O Brasil tem o mais avançado programa espacial da América Latina, com recursos significativos para veículos de lançamento, e fabricação de satélites.[2] Em 14 de Outubro de 1997, a Agência Espacial Brasileira assinou um acordo com a NASA para fornecer peças para a ISS.[3] Este acordo possibilitou ao Brasil treinar seu primeiro astronauta. Em 30 de março de 2006 o Cel. Marcos Pontes a bordo do veículo Soyuz se transformou no primeiro astronauta brasileiro e o terceiro latino-americano a orbitar nosso planeta.[4]
O urânio enriquecido na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), de Resende, no estado do Rio de Janeiro, atende a demanda energética do país. Existem planos para a construção do primeiro submarino nuclear do país.[5] O Brasil também é um dos três países da América Latina[6] com um laboratório Síncrotron em operação, um mecanismo de pesquisa da física, da química, das ciências dos materiais e da biologia.[7] Segundo o Relatório Global de Tecnologia da Informação 2009–2010 do Fórum Econômico Mundial, o Brasil é o 61º maior desenvolvedor mundial de tecnologia da informação.[8]

Índice

 [esconder

[editar] História

A produção científica brasileira começou, efetivamente, nas primeiras décadas do século XIX, quando a Família Real Portuguesa, chefiada por Dom João VI, chegou no Rio de Janeiro, fugindo da invasão do exército de Napoleão em Portugal, em 1807. Até então, o Brasil era uma colônia portuguesa, sem universidades e organizações científicas, em contraste com as ex-colônias americanas do império espanhol, que apesar de terem uma grande parte da população analfabeta, tinham um número considerável de universidades desde o século XVI.[9][10]
A pesquisa tecnológica no Brasil é em grande parte realizada em universidades públicas e institutos de pesquisa. Alguns dos mais notáveis polos tecnológicos do Brasil são os institutos Oswaldo Cruz, Butantan, Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e o INPE.

[editar] Cronologia

[editar] Organização


Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, primeira base de lançamento de foguetes do Brasil e da América do Sul.
O Brasil tem hoje uma organização bem desenvolvida da ciência e da tecnologia.
A pesquisa básica é realizada pela maior parte em universidades, centros e institutos públicos de pesquisa, e em alguma em instituições particulares, particularmente em ONGs. Os agradecimentos aos regulamentos governamentais e os incentivos, de qualquer forma, desde os anos 1990 têm crescido também nas universidades e nas companhias particulares. Consequentemente, mais de 90% dos financiamentos para a pesquisa básica vem das fontes governamentais.
A pesquisa, a tecnologia e a engenharia aplicadas são realizadas também pela maior parte nas universidades e nos sistemas dos centros de pesquisa, em contra-partida, mais países desenvolvidos tais como os Estados Unidos, a Coreia do Sul, a Alemanha, o Japão, etc. As razões são muitas, mas principais são:
  • Poucas companhias particulares brasileiras são competitivas e bastantes ricas para ter seu próprio R&D&I, desenvolvem geralmente produtos por meio de transferência de tecnologia de outras companhias, as geralmente estrangeiras;
  • O setor privado altamente tecnológico no Brasil é dominado pelas grandes companhias multinacionais, que têm geralmente seus centros de R&D&I no ultramar, e, com algumas exceções, não investem em suas filiais brasileiras.
Entretanto, há uma tendência significativa que inverte esta agora. As companhias tais como Motorola, Samsung, Nokia e IBM estabeleceram centros grandes de R&D&I no Brasil, começando com IBM, que tinham estabelecido um centro de pesquisa IBM no Brasil desde os anos 1970. Um dos fatores de incentivo para este, além do custo relativamente mais baixo, a sofisticação e as elevadas habilidades da força de trabalho técnica brasileira, foi a chamada de lei da Informática ou da Ciência da Informação, que dispensa de determinados impostos até 5% do rendimento bruto da elevação - companhias de manufatura da tecnologia nos campos das telecomunicações, dos computadores, da eletrônica digital, etc. A lei atraiu anualmente mais de 1.5 bilhão dólares do investimento em companhias multinacionais brasileiras de R&D&I. Descobriram também que alguns produtos e tecnologias projetados e desenvolvidos por brasileiros têm um competitividade agradável e estão apreciados por outros países, tais como automóveis, avião, software, fibras ópticas, dispositivos elétricos, e assim por diante.
Durante os anos 1980, o Brasil perseguiu uma política do protecionismo na computação. As companhias e as administrações foram obrigadas a usarem o software e a ferragem brasileiras, com o assunto das importações à autorização governamental. Isto incentivaram o crescimento de companhias brasileiras mas, apesar de seu desenvolvimento dos produtos como MSX clones, clones de consoles da Nintendo e o SOX Unix, os consumidores brasileiros de computação eram prejudicados por causa da pouca oferta comparada aos concorrentes estrangeiros. O governo pouco a pouco foi autorizando mais e mais importações até as barreiras serem removidas. As indústrias brasileiras IT conseguiram algumas façanhas notáveis, particularmente na área de software. Em 2002, Brasil encenou a primeira eleição 100% eletrônica do mundo com 90% dos resultados obtidos dentro de 2 horas. O sistema é servido, particularmente, a um país com taxas relativamente elevadas de analfabetismo desde que pisca acima de uma fotografia do candidato antes que um voto esteja confirmado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recentemente (2005) lançou o "computador pessoal" para promover o inclusão digital, com as finanças de governo disponíveis e uma configuração mínima fixa. Rejeitando o sistema operacional da Microsoft (Windows XP Starter Edition), está sendo enviado com um sistema brasileiro configurado de Linux que oferece funções básicas tais como processar texto e navegar pela Internet. Um projeto para fazer acesso livre e barato à Internet não saíram ainda do papel.

[editar] Financiamentos


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala na abertura da reunião de 3 de outubro de 2007 do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, no Salão Oval do Palácio do Planalto, para discutir plano de ação do setor. Foto:Roosewelt Pinheiro/ABr
Financiamentos para a pesquisa brasileira, o desenvolvimento e a inovação vem, principalmente, de seis fontes:
  1. Fontes do governo (federal, estado e municipal). Há um número de organizações do estado que foram criadas na maior parte na década de 1950 especificamente para diretamente promover e financiar R&D&I, tal como o Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), que é nomeado agora Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a Finaciadora de Estudos e Projetos (FINEP), uma parte do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). MCT é relativamente um ministério novo, tendo sendo criado em 1990. Antes deste, CNPq era a única instituição de pesquisa que concede no nível federal, trabalhando diretamente sob o Presidente da República. No nível do estado, quase todos os estados fundaram suas próprias fundações públicas para a sustentação de R&D&I, acompanhando o pioneirismo (e muito bem sucedido) do exemplo do estado de São Paulo, que criou a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) em 1962. Estas fundações são garantidas geralmente por mudanças nas constituiições dos estados, ao longo das décadas de 1980 e de 1990.
  2. Financiar indiretamente através dos orçamentos de universidades, de institutos e de centros públicos e particulares. Algumas universidades, tais como UNICAMP, têm suas próprias agências, fundações e fundos internos ajustados distante e controlados com a finalidade de suportar R&D&I por suas faculdades e seus estudantes.
  3. Companhias públicas, tais como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Sua fonte do rendimento é o governo próprio (através das distribuições orçamentárias pelos ministérios e pelas secretárias do estado) e investimento de uma parte dos produtos e serviços vendidos.
  4. Indústrias, comércio e dos serviços das companhias particulares, geralmente para seus próprios centros de R&D&I, ou através de algum benefício fiscal (leis da isenção de imposto), como a lei da Ciência da Informação.
  5. Associações e fundações nacionais particulares e ONGs, através de estabelecido em virtude de lei, os mecanismos ou das doações por pessoas físicas ou jurídicas. Um exemplo é a Fundação Banco do Brasil.
  6. Financiando por outras nações, organizações internacionais e instituições multilateral, tais como a Fundação Rockefeller, a Fundação Ford, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Banco Mundial, a UNESCO, o PNUD, a Organização Mundial da Saúde, a Fundação Bill e Melinda Gates, a Fundação Volkswagen, para nomear apenas algumas das mais importantes na história da ciência e da tecnologia brasileira.

[editar] Instituições científicas


Cidade Universitária da USP em São Paulo, recentemente eleita a 94ª melhor universidade do mundo.[11][12]

O "Palácio Universitário", sede do campus Praia Vermelha da UFRJ, no Rio de Janeiro.

[editar] Universidades

Segue abaixo uma lista com as universidades com maior relevância e produção científica no país.[13][14][15]
Instituições públicas de ensino superior
Instituições privadas de ensino superior

[editar] Institutos de pesquisa e desenvolvimento

[editar] Socidades científicas

[editar] Personalidades, inventores e inventos

O Brasil também tem um grande número de notáveis inventores. Em 1709, o padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão criou a Passarola, a primeira aeronave conhecida no mundo a efetuar um voo.[16] O padre Roberto Landell de Moura foi o pioneiro na transmissão da voz, quando, em 1893, transmitiu sua própria voz por oito quilômetros de distância através de equipamentos de rádio próprios e patenteados no Brasil.[16] Em 1861, o padre Francisco João de Azevedo criou o primeiro protótipo de uma máquina de escrever.[16] Santos Dumont construiu e voou os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina, o que lhe rendeu a conquista do Prêmio Deutsch em 1901, e, em 1906, realizou os primeiros voos homologados de um aparelho mais pesado que o ar.[17][18] Em 1922, Conrado Wessel descobriu e patenteou uma fórmula nova para a revelação fotográfica e abriu a primeira fábrica de papéis fotográficos do Brasil, mais tarde adquirida pela Kodak. O físico brasileiro César Lattes foi o co-descobridor do méson pi, em 1947.[19] Em 1977, Andreas Pavel criou o primeiro reprodutor de áudio portátil e Nélio José Nicolai criou o identificador de chamadas. O engenheiro Nelson Bardini criou o cartão telefônico em 1978. Em 1996, a urna eletrônica brasileira foi criada por um trabalho conjunto de técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Aeronáutica, Ministério do Exército e do Tribunal Superior Eleitoral.[16]
Na área médica, cientistas brasileiros foram responsáveis por importantes descobertas. Vital Brasil descobriu a especificidade do soro antiofídico[20] e Carlos Chagas foi o descobridor da Doença de Chagas.[21] Oswaldo Cruz iniciou importantes estudos sobre doenças tropicais e fundou o Instituto Oswaldo Cruz.[22] Henrique da Rocha Lima foi o descobridor da bactéria que causa a tifo, a Rickettsia rickettsii,[23] e Mauricio Rocha e Silva descobriu a bradicinina, um hormônio usado no combate a hipertensão.[24] Em 1971, o famoso médico Euryclides Zerbini inventou a válvula coronária.[16]

[editar] Invenções brasileiras

Algumas das invenções realizadas por brasileiros:[25] Invenções marcadas com asterisco (*) são as que possuem o pioneirismo do inventor contestado, ou em que vários inventores de lugares diferentes contribuíram para o invento.

[editar] Descobertas brasileiras

Algumas das descobertas realizadas por brasileiros: Decobertas marcadas com asterisco (*) são as que possuem o pioneirismo do decobridor contestado, ou em que vários cientistas de lugares diferentes contribuíram para a descoberta.

[editar] Ver também

Portal A Wikipédia possui o

Portal do Brasil

Referências

  1. UOL. Brasil vai ganhar seu segundo acelerador de partículas de grandes proporções. Página visitada em 27 de dezembro de 2010.
  2. Brazil — The Space Program. country-data.com (April 1997). Página visitada em 2008-05-24.
  3. Clipping do INPE. Instituto Nacional de Pesquisas Espacias. Página visitada em 2010-03-26.
  4. Do cosmonauta ao taikonauta, dezenas de nacionalidades no espaço. Página visitada em 2008-11-18.
  5. "Brazil to revive nuclear project", BBC News, BBC, 2007-07-11. Página visitada em 2008-05-24.
  6. Rheinische Friedrich-Wilhelms-Universität
  7. LNLS Laboratório Nacional de Luz Síncrotron - O que é o LNLS
  8. Brasil cai duas posições em ranking mundial - Folha de S.Paulo, 26 de março de 2010 (visitado em 26-3-2010)
  9. Independência da América Espanhola - Brasil Escola
  10. A universidade no Brasil: pano de fundo histórico e presença cristã - ABUB
  11. Fonte
  12. OGlobo.com
  13. webometrics
  14. tudoemfoco
  15. O Globo
  16. a b c d e Almanaque Brasil. Inventores do Brasil para o mundo. Página visitada em 27 de dezembro de 2010.
  17. M. Santos Dumont Rounds Eiffel Tower." New York Times, October 20, 1901. Retrieved January 12, 2009..
  18. Les vols du 14bis relatés au fil des éditions du journal l'illustration de 1906. A frase diz: "cette prouesse est le premier vol au monde homologué par l'Aéro-Club de France et la toute jeune Fédération Aéronautique Internationale (FAI).".
  19. Ministério da Ciência e Tecnologia. 50 anos do Méson-Pi. Página visitada em 29 de dezembro de 2010.
  20. Museu Vital Brazil. VITAL BRAZIL: uma apresentação. Página visitada em 29 de dezembro de 2010.
  21. Fiocruz. Carlos Chagas e a descoberta de uma nova tripanossomíase humana. Página visitada em 29 de dezembro de 2010.
  22. Fiocruz. Criação do Instituto Soroterápico. Página visitada em 29 de dezembro de 2010.
  23. Fiocruz. Rocha Lima, o pai das rickettsias. Página visitada em 29 de dezembro de 2010.
  24. Ministério da Ciência e Tecnologia. Rocha Lima, o pai das rickettsias. Página visitada em 29 de dezembro de 2010.
  25. Dez invenções brasileiras, Yahoo, acessado em 26 de agosto de 2011
  26. Copo americano, Yahoo, acessado em 26 de agosto de 2011
  27. Escorregador de arroz, Yahoo, acessado em 26 de agosto de 2011
  28. Urna eletrônica, Yahoo, acessado em 26 de agosto de 2011
  29. Lacre de Segurança de Plástico, Yahoo, acessado em 26 de agosto de 2011
  30. Painel eletônico, Yahoo, acessado em 26 de agosto de 2011
  31. Coração Artificial, Guia dos Curiosos, acessado em 26 de agosto de 2011
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[editar] Nota

[editar] Ligações externas