terça-feira, 17 de abril de 2012

Tecnologia 4G pede investimentos para chegar ao Brasil em 2014

Conexão 3G chega a uma velocidade de 1 megabit por segundo, enquanto que a 4G passa de 10 megabits. Acesso mais rápido à internet melhora a qualidade dos vídeos vistos em tempo real, sem necessidade de download.

Renata Ribeiro, Jorge Pontual e Roberto Kovalick São Paulo, SP/ Nova York, EUA/ Tóquio, Japão
Não é tão antigo quanto a central telefônica da década de 1920, mas sim, o celular já virou peça de museu. Tão obsoleta quanto a pesada bateria dos primeiros “tijolões” é a ideia de um aparelho feito só para falar. A nova geração de celulares promete uma internet dez vezes mais rápida. O 3G, que ainda ontem trouxe o mundo para a palma da mão, já foi superado.
A tecnologia 4G chegou aos Estados Unidos há dois anos. A primeira empresa a oferecer o serviço no país abriu as portas para a equipe do Jornal da Globo fazer testes. Para comparar a velocidade das duas redes, a 3G e a nova a 4G, usamos dois tabletes da mesma operadora, um ligado em cada rede.
A conexão 3G chega a uma velocidade de 1 megabit por segundo, enquanto que a 4G passa de 10 megabits. O acesso mais rápido à internet melhora a qualidade dos vídeos vistos em tempo real, sem necessidade de download.
A diferença realmente é impressionante. A qualidade do vídeo em 4G é muito superior à qualidade do mesmo vídeo em 3G.
Levamos um aparelho 4G para fazer outro teste: o de download de arquivos. Oferecemos a pessoas que usam o 3G a chance de se conectarem ao wi-fi 4G, para avaliarem a tecnologia mais moderna.
Jacqueline baixou uma foto no celular. Em geral, levava 45 segundos, e levou 20. Michael testou baixar um podcast que costuma levar de cinco a dez minutos. Com o 4G, baixou em apenas um minuto. Ele se diz impressionado, “foi muito rápido”.
Japão
No Japão, os celulares são mais usados como computador de bolso ou TV portátil. Com velocidades de download que chegam até 42 Mbps no meio da rua, Mayumi assiste a um vídeo de um grupo famoso lá, enquanto aguarda uma amiga. Qualidade perfeita.
Com a conexão japonesa, já é possível fazer uma teleconferência por telefone. Quando se captam imagens neste celular e se transmite para o computador, ficam granuladas, ficam congeladas de vez em quando. Quando o 4G chegar, não tenha dúvida. A imagem será perfeita: transmissão ao vivo usando apenas um celular.
Embora as empresas americanas usem comercialmente o termo 4G, os japoneses não consideram que a tecnologia atual, a LTE, usada tanto no Japão como nos Estados Unidos, mereça esse nome. É rápida, mas não o suficiente. Por isso, é chamada ainda de 3G pelos japoneses.
Os japoneses seguem o que sugere a União Internacional de Telecomunicações, órgão da ONU, que considera 4G a conexão com velocidade de download de pelo menos 100 Mbps.
A tecnologia funciona perfeitamente em laboratório, mas ainda faltam alguns anos para chegar às ruas. Um dos principais desafios é reduzir o tamanho do aparelho receptor.
Brasil
Estádio do Morumbi, quarta-feira. Faltam poucos minutos para o clássico São Paulo e Corinthians pelo campeonato brasileiro. O estádio não lotou, mas está cheio. Os jornalistas já estão posicionados, e não conseguimos fazer o teste de velocidade de um celular 3G.
A internet ficou instável, lenta. A velocidade, que gira em torno de 1 Mbps, ficou bem menor, porque dividimos o sinal com todo mundo que está acessando a rede. Para a Copa do Mundo, é preciso mais.
O desafio do Brasil é maior do que o da África do Sul, porque, em 2014, os estádios estarão ainda mais cheios de smartphones e tablets. Atualmente, a telefonia móvel no Brasil funciona assim: o sinal do 3G passa por frequências de ondas entre os aparelhos e as antenas, como em uma estrada.
Quando muita gente usa o celular ao mesmo tempo, os dados emitidos e recebidos são como vários carros que congestionam a via aérea. Os sinais de alguns aparelhos são passados para estradas piores, mais lentas, as frequências do 2G. Quando isso acontece aparece aquela letra "e", de edge (limite) no aparelho. Quando o tráfico de dados é grande demais, tanto o 3G quanto o 2G ficam congestionados e o celular fica sem sinal mesmo.
Para começar a resolver isso, no ano que vem, as operadores vão abrir os sinais 3,5G. Até a copa, deve chegar o sinal do LTE, que no Brasil também chamaremos de 4G. Todos os sistemas vão funcionar ao mesmo tempo. Se o 4G ficar congestionado, o sinal vai para o 3,5G e assim por diante.
O governo promete o 4G operando em todas as cidades-sede até a Copa do Mundo. A largada será dada em abril deste ano, com a licitação da concessão do 4G. O governo deve liberar para o 4G uma frequência de menor alcance. Com isso, as empresas, além de adaptar a rede 3G, terão que montar novas antenas e investir em fibra ótica e microondas para o escoamento de dados. As operadoras vão gastar juntas, esse ano, cerca de US$ 18 bilhões na expansão da rede.
Professor de engenharia elétrica do Instituto Mauá, Marcelo Motta explica que o Brasil está atrasado, mas que há tempo para instalar o 4G nas cidades-sede até a Copa do Mundo. “A implantação das redes 3G no país chegou defasada em relação ao mundo por três anos. O mesmo deve acontecer com o 4G. Muitas vezes se chega a essa situação de ter que investir em uma tecnologia sem ter o retorno da tecnologia predecessora”, diz.
Seja para ver vídeo, ver e-mail ou até mesmo para falar com alguém, o rápido crescimento do 3G no Brasil e o péssimo desempenho do sistema em grandes eventos mostram que o 4G será bem-vindo.
 

Boeing terá centro de pesquisa e tecnologia no Brasil em 2012


SÃO PAULO (Reuters) - A Boeing anunciou nesta terça-feira a criação de um centro de pesquisa e tecnologia aeroespacial no Brasil, sediado na cidade de São Paulo, com investimento inicial estimado em entre 4 milhões e 5 milhões de dólares anuais.
O investimento no sexto centro de pesquisa da companhia no mundo, que deve ser concluído ainda este ano, tem como base o aporte similar feito na China, em 2009, de 4 milhões a 5 milhões de dólares por ano.
Embora não tenha relacionado o projeto diretamente a uma eventual obtenção de um contrato multibilionário de jatos com a Força Aérea Brasileira (FAB), a presidente da Boeing no Brasil, Donna Hrinak, afirmou que o centro de pesquisa garante maior presença da empresa no país e reforça seu interesse na disputa.
"O centro de pesquisa vai muito além de qualquer decisão do governo brasileiro... o (caça) F-18 é assunto de um dos negócios da Boeing", disse ela a jornalistas.
A Boeing está oferecendo vender o caça F-18 ao Brasil, concorrendo com a francesa Dassault e a sueca Saab.
(Por Frederico Rosas)

Microsoft inaugura centro de tecnologia no Brasil

17 de janeiro de 2012 | 9h55
Nayara Fraga
Atualizado às 13h36

Prodeaf. Sistema para comunicação entre surdos e não-surdos pode ser conhecido no MTC
A Microsoft escolheu São Paulo para estabelecer seu maior centro de tecnologia e inovação na América Latina, inaugurado nesta terça-feira, 17 de janeiro, na zona sul da cidade. Em uma área de 1,3 mil metros quadrados, o Microsoft Technology Center (MTC) tem ambientes para desenvolvimento de projetos, laboratórios e salas interativas em que a empresa mostra como seus produtos e invenções apoiadas por ela podem ser transformadas em ideias úteis.
Durante o evento, a Microsoft assinou um protocolo de intenções com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para estimular o empreendedorismo e a inovação no Brasil. O acordo prevê a criação de seis aceleradoras, com dez startups cada, em seis cidades do País. Quatro já estão definidas: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador. O foco das startups estará nas áreas de jogos, telecomunicação, óleo e gás, saúde e educação.
Social
Um dos projetos que a multinacional apresenta no MTC do Brasil é o ProDeaf, tecnologia criada por jovens pernambucanos que permite a comunicação entre surdos e não-surdos por celular com o sistema da Microsoft, Windows Phone, em princípio. Com ela, surdos podem, por exemplo, fazer ligação para não-surdos – a linguagem dos sinais é convertida em voz e vice-versa. A ideia foi premiada na nona edição da Imagine Cup, competição de computação conduzida pela Microsoft entre estudantes de mais de cem países.
Trazer esse tipo de iniciativa ao centro – ao lado de um portfólio de produtos empresariais, que incluem a plataforma em nuvem Windows Azure e o Microsoft Office 365 – sinaliza a intenção da multinacional de propagandear suas criações e vendê-las, em um mercado global cada vez mais competitivo. Mas, segundo o diretor do MTC Brasil, Fabio Souto, o centro de tecnologia busca mais que audiência. “O objetivo é trazer as discussões do uso de certas tecnologias para cá, combinando nossa rede de parceiros com as nossas soluções”.
A infraestrutura do centro em São Paulo foi montada em parceria com 15 nomes fortes do setor de tecnologia, entre os quais estão HP, Intel, Nokia e Dell. Há no local um datacenter com 360 processadores, cuja capacidade de armazenamento é de 700 terabytes. O valor investido pela Microsoft no centro foi de US$ 10 milhões.
O ambiente será conduzido por oito pessoas com profundo conhecimento das plataformas da Microsoft e dará continuidade ao trabalho que a empresa desenvolve em outros 17 países, onde também existem os centros de tecnologia da Microsoft. Na América Latina, o MTC também está presente no México.
A atividade nos centros já em funcionamento considera a conexão com clientes e parceiros o ponto-chave. A Microsoft recebe demandas, como uma nuvem privada, e discute com o cliente suas necessidades e viabilidade do negócio. Tudo na pretensão de operar como um hub de inovação e teste, segundo a empresa. Nenhum produto é comercializado em um MTC. As negociações ocorrem nos canais tradicionais da empresa.

Dicas e truques — Lançamentos de celulares para 2012 - Novas tecnologias prometem!

Os aparelhos celulares tornaram-se nos tempos atuais o meio de comunicação mais rápido e eficiente, exercendo novos modelos com tecnologias maiores, ano a ano. Hoje já se pode encontrar celulares com TV, câmera, internet rápida, rádio, GPS por um custo não tão alto – alto até pode ser, mas o preço encobre suas funções.

As marcas de telefonia estão inovando e mudando bastante a cada ano, melhorando o desempenho dos aparelhos, deixando-os mais rápidos, mais leves e mais funcionais. Os designs dos lançamentos do ano de 2012 irão atender todas as expectativas de seus fãs e compradores.

Estes novos celulares que serão lançados em 2012 vão ter novos formatos, com modernidade e inovação, tentado cada vez mais alcançar o objetivo de parecer um computador portátil – ou um computador de bolso, como eu costumo dizer.

Os novos celulares lançados em 2011/2010 destacam-se mais pela rapidez de enviar mensagens, ler emails e atualizar-se nas redes sociais e os novos lançamentos de 2012 não serão diferentes disso.

A empresa LG irá destacar os modelos com touchscreen e teclado qwerty, a Samsung vai postar na parte externa do celular, com novos aplicativos, funções, joguinhos legais e sistemas operacionais – como o Android. A Nokia já tem outra visão e quer mudar os meios de comunicação, competindo com os tablets.
Então fique ligado para os novos modelos de celulares que serão lançados, pesquisando nos sites das próprias empresas e sites que escrevem sobre celulares.

Tecnologia

 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Conheça a WEBTV do Ciência Sem Fronteiras


Ciência Sem Fronteiras

O Ciência sem Fronteiras é o maior programa de expansão e internacionalização da ciência, tecnologia e inovação brasileiras. São mais de 100 mil bolsas de estudos para alunos brasileiros de graduação e pós-graduação em instituições internacionais. O programa também pretende atrair pesquisadores do exterior interessados em trabalhar no Brasil.
Ações de CT&I Temas
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Tecnologia Assistiva

Transparência Pública

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O Concea disponibilizou o módulo de solicitação de Credenciamento Institucional para Atividades com Animais em Ensino ou Pesquisa, a ser preenchido até dezembro pelas instituições que criam, mantêm ou utilizam animais para essas finalidades. Resolução de dezembro estabelece as regras.
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Notícias
09/04/2012 - 16:41
Esta edição tem como tema principal “Inovação tecnológica na saúde” e prêmios de US$ 2.000 a 10.000. Estudantes e pesquisadores devem enviar seus projetos até 9 de julho.
WebTV
O Seminário, realizado na última quarta-feira (21), pela secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, Alicia Bárcena, fez um panorama sobre a crise financeira mundial e seus reflexos para os países latino-americanos e caribenhos. - 2:36
Radio C&T
02/04/2012 - 17:38
Saiba os assuntos da Agenda Científica
A Assessoria de Comunicação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) disponibiliza hoje (2) os assuntos que serão destaques da semana. - 4:32

O impacto social das novas tecnologias no Brasil e no mundo

Mauro Pinheiro


Internet e seus efeitos de globalização

Muito tem sido discutido no meio acadêmico sobre o que representa a Internet no cenário mundial. Marcadamente distinguem-se duas posições, uma mais otimista que acredita que a Internet promoverá a integração entre os povos.
Outra vertente, mais pessimista, vê a rede como mais um instrumento de dominação e controle, a nova ferramenta que garantiria a permanência dos grupos econômicos que historicamente se mantém no poder.
Diante disso, fica a dúvida: a Internet é um instrumento que favorece a alteração ou permanência da ordem mundial?
Alguns motivos pelos quais a Internet tem sido vista como algo positivo para a sociedade:
  • Os meios de divulgação da informação não estão mais restritos aos grupos econômicos que tradicionalmente centralizavam os veículos de comunicação.
  • Teoricamente, a WWW é o espaço onde o ser humano tem direito a voz, à informação e à discussão de sua realidade, de maneira irrestrita e sem intermediários. O indivíduo independeria de grupos que o representassem, dizendo livremente a sua palavra. A Internet representaria então um espaço neutro onde os problemas comuns poderiam ser discutidos abertamente.
  • Há a possibilidade de intercâmbio cultural, favorecendo o enriquecimento da experiência coletiva.
Alguns motivos pelos quais a Internet tem sido vista como um instrumento de manutenção da situação mundial:
  • É indiscutível que com o surgimento da Internet, ocorre uma circulação de quantidades cada vez maiores de informação…entretanto, apesar do potencial para explicitar a diversidade cultural, até o momento essa massa de informações parece ser apenas o reflexo da dominação cultural exercida pelos grandes pólos econômicos, repetindo mais uma vez a dicotomia centro x periferia.
  • Enquanto a rede se expande cada vez mais nos países ditos de “primeiro mundo”, os países periféricos, ou “em desenvolvimento” como o Brasil apresentam uma participação ainda tímida na comunidade internauta, se comparada aos países mais desenvolvidos. (ver tabela 1)
Tabela 1: Porcentagem de usuários da Internet em relação a população total

Finlândia  27,9%
Estados Unidos  27,8%
Canadá   26%
Dinamarca  22%
Inglaterra  18%
Japão   11%
África do Sul  2,4%
Brasil   2,1%
Egito  0,6%
México  0,5%
Índia  0,49%
Filipinas 0,03%

Dados referentes a dezembro de 1998.  Fonte: NUA Internet Surveys

Como esperar um ambiente plural quando apenas uma parcela da população mundial está participando desse processo – notadamente aquela que historicamente está a frente dos processos de produção e difusão da informação?
Permanência ou alteração? O fato é que nada está decidido ainda, o processo ainda é recente e muito pode ser feito. É importante perceber o potencial da Internet para construção de algo positivo, com a participação de todos os povos.
O final do século é marcado pela “globalização”, mas uma globalização onde ocorre a hegemonia de um grupo, um único modelo de desenvolvimento e de cultura que se impõe, uma globalização de cima para baixo, baseada na desconstrução da pluralidade a partir da imposição de um modelo único.
A Internet deveria ser utilizada para reverter esse quadro, permitindo que a diversidade fosse explicitada, fazendo com que os povos interagissem na busca de algo acima das diferenças políticas, econômicas e ideológicas, o “bem comum” a que se refere Phillipe Quéau, um bem comum construído com esforços e debates coletivos, e que envolvesse de fato todos aqueles que direta ou indiretamente sofrem com os efeitos da “globalização” atual.

WWW e o cidadão brasileiro: cultura, classe social e escolaridade

No Brasil, apesar do rápido crescimento do número de usuários, a Internet ainda é um privilégio para poucos, como vemos nos dados abaixo:

Perfil do usuário da Internet no Brasil


38%  têm nível de instrução superior
40%  têm o segundo grau completo
62%  falam a língua inglesa
64%  acessam a rede diariamente
43%  têm faixa salarial entre 20 e 50 salários mínimos

Total de entrevistados: 25.316

Enquanto isso...62% da população brasileira recebe menos de 5 salários mínimos ao mês

Nos grandes centros urbanos* do Brasil:

 5,0% têm computadores
25,2% têm telefone
26,5% têm automóvel
26,9% têm videocassete
33,2% têm lava-roupas

Amostragem: 5.000 domicílios
* Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza. Fonte:IBGE

Falar da participação da população na Internet num país que ainda carece de serviços básicos como educação, saneamento básico, obras de infra-estrutura, etc. pode causar estranheza, mas o momento para essa discussão é mais do que oportuno.
Por estar ainda se desenvolvendo – embora com uma velocidade nunca vista em qualquer meio de comunicação até então – a Internet ainda apresenta possibilidades para ser moldada de acordo com a vontade de seus usuários. O problema é justamente permitir que mãos diversas possam modelar a massa bruta.
É importante destacar que quando falamos em democratizar o acesso à Internet, devemos ter em mente que a questão não se resume apenas a garantir acesso aos meios tecnológicos – computadores, linhas telefônicas, etc.
Tão importante quanto garantir o acesso à tecnologia é garantir que todos possam utilizá-la de maneira apropriada, ou melhor, que possam vir a aprender como utilizar de maneira apropriada a tecnologia desenvolvida, que teoricamente deveria beneficiar a todos indistintamente.
De maneira geral, historicamente o progresso tecnológico ocorre sem maiores preocupações com a diversidade cultural dos usuários finais do processo. Imagina-se que qualquer cidadão esteja apto a vir a compreender e utilizar corretamente os bricabraques que a modernidade engendra incessantemente.
Ignora-se nesse processo a diversidade sócio-cultural existente, a coexistência de diferentes grupos sociais, e isso por sua vez gera uma inadequação do produto aos seus usuários finais, ou pior ainda, limita a utilização de um produto a determinada casta privilegiada capaz de desvendar os seus mistérios. Aqueles que não forem capazes de desvendar o enigma da Esfinge serão devorados impiedosamente.
No Brasil, um país com contrastes sócio-culturais e econômicos tão marcantes, a Esfinge ameaça abocanhar grande parte da população, desconsiderada no processo de desenvolvimento tecnológico.
Um exemplo claro disso são as máquinas de auto-atendimento bancário, projetadas para uma população letrada, com domínio não só do alfabeto mas também com facilidade para apreender diferentes sistemas computadorizados. Num país onde cerca de 16% da população é analfabeta, imagina-se as dificuldades que tais sistemas apresentam para serem compreendidos e utilizados satisfatoriamente. Se para pessoas alfabetizadas a linguagem dos computadores ainda é extremamente complexa, que dirá para aqueles que não dominam os códigos mínimos que balizam grande parte dos sistemas de informação atuais – o alfabeto, a escrita e a leitura?
A crescente informatização em todos os setores da vida cotidiana aponta um quadro preocupante: como farão aqueles que não compreendem os códigos do meio digital para se relacionarem num mundo cada vez mais mediado pela máquina?
A forma como o desenvolvimento tecnológico tem se dado pode promover, mais uma vez, a exclusão social de grupos que não se orientam pelos mesmos códigos culturais utilizados por aqueles que dominam o processo.
Percebe-se então porque a discussão sobre utilização da Internet por grupos sociais diversos é tão importante neste momento.
A Internet pode vir a ser um instrumento poderoso de construção de um mundo melhor para todos, desde que seja realmente um veículo de acesso irrestrito. Para tanto é preciso viabilizar sua utilização por diferentes culturas, independente dos códigos que utilizem, uma vez que cada grupo social opera segundo sua própria lógica.
A pluralidade de códigos não deve ser vista como um empecilho para a comunicação, uma vez que o próprio processo comunicacional é um esforço contínuo, construído, negociado e redefinido a cada instante pelos atores envolvidos.
A tecnologia deve se adaptar aos diversos contextos culturais existentes, nunca o contrário.

O que pode ser feito por designers conscientes?

O design é notadamente uma área de atuação onde aspectos técnicos e humanos estão presentes em igual intensidade. No campo do design, as inovações tecnológicas interessam tanto quanto a compreensão da complexidade das relações humanas.
Se num futuro próximo, a Internet – e especialmente com o surgimento da Intenet 2, a nova fase da Internet, com aumento da capacidade de transmissão de dados – e os sistemas de informação computadorizados deverão ter uma presença cada vez mais incisiva nas atividades cotidianas, caberá ao designer a tarefa de intermediar a adaptação da tecnologia às especificidades dos diversos contextos sócio-culturais existentes.
A participação de grupos sociais diversos na construção de um mundo melhor, potencializada com o surgimento da Internet, dependerá em grande parte dos esforços dos profissionais de design, de maneira a permitir que o intercâmbio entre culturas não seja limitado pelas regras impostas por grupos minoritários que controlam o desenvolvimento tecnológico.

Tecnologia no Brasil ainda tem longo caminho a percorrer

Agência FAPESP - 10/08/2005



Tecnologia no Brasil ainda tem longo caminho a percorrer
Em 1980, os pesquisadores brasileiros publicaram algo em torno de 1,9 mil artigos em periódicos científicos indexados e os sul-coreanos apenas 230. No mesmo ano, o Brasil registrou 23 patentes nos Estados Unidos, contra 13 da Coréia do Sul. Vinte anos depois, o quadro mudou bastante.
A produção científica brasileira não fez feio com os 9,5 mil artigos publicados em 2000, ainda que a contabilidade dos coreanos tenha sido melhor: 12,2 mil publicações. Mas no quesito patentes registradas nos Estados Unidos a derrota brasileira foi fragorosa: 98 contra 3.300.
As razões da arrancada asiática em direção à inovação já são bastante conhecidas: investimentos em educação, políticas públicas adequadas, incentivos fiscais, entre outras. Mas, no quadro comparativo, chama a atenção a discrepância entre os resultados da produção científica brasileira desenvolvida nas universidades e institutos de pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e processos nas empresas.
O tema esteve em pauta na Conferência do Sudeste de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada entre os dias 3 e 4 de agosto, em Belo Horizonte, a partir da qual serão elaboradas propostas para a Conferência Nacional, agendada para novembro, em Brasília.
A distância entre as universidades e institutos de pesquisa e as empresas pode ser medida pelo baixo número de pesquisadores contratados no setor privado: 23% contra os 54% da Coréia do Sul. Quando, no entanto, esses dois setores trabalham em parceria os resultados são positivos.
Um dos exemplos clássicos do sucesso da interação universidade e empresa para a inovação é a tecnologia da águas profundas implementada pela Petrobras com o apoio de 129 grupos de pesquisa em todo o país, como lembrou Evandro Mirra, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). "Outro exemplo é o do Programa Genolyptos, do Ministério da Ciência e Tecnologia, que reúne 12 empresas, sete universidades e três centros de pesquisas", disse.
A Lei de Inovação, promulgada no início deste ano, poderá facilitar a interação. Mas ela pode não ser suficiente para consolidar parcerias. "A universidade é extremamente conservadora. Os currículos são engessados e não se cria um ambiente propício para o empreendedor", avaliou José Arana Varela, pró-reitor de pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro do Conselho Superior da FAPESP, sugerindo uma ampla reavaliação dos currículos. "Não formamos pesquisadores com a visão de tecnologia e não protegemos o nosso conhecimento."
Para Evaldo Vilela, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), a interação com as empresas também dependerá de uma maior agilidade dos institutos de pesquisa já que o conhecimento tecnológico "tem prazo de validade". Cita o exemplo do agronegócio, um dos principais focos de pesquisas da UFV.
"Temos 62 milhões de hectares no agronegócio e potencial para chegar a 170 milhões. Há boas chances com o biocombustível ou com a exportação de carnes bovina e suína, se soubermos aproveitar", disse. Ressalta, no entanto, que é preciso investir em sanidade animal e vegetal, controle de pragas, fertilizantes, máquinas e equipamentos. "Mas é fundamental garantir fluxo de recursos para essas pesquisas. Em melhoramento animal, se parar o fluxo perde-se tudo."
Na avaliação de Altair Rio Neto, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e consultor de desenvolvimento tecnológico da Embraer, os institutos de pesquisa tecnológica têm o desafio de "negociar as tecnologias do século 21" e deveriam, portanto, ser sustentados pelo governo.
Observou que já existem cinco formas básicas de cooperação entre universidades, institutos de pesquisa e empresas, que vão desde o fornecimento de capital humano para integrar as equipes já existentes nas empresas até as parcerias em iniciativas como o Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, ou em projetos financiados por fundos setoriais. "Mas ainda falta uma proposta: o apoio direto do governo a programas estratégicos na empresa."

terça-feira, 3 de abril de 2012

Brasil rural: C & T no campo

Reportagens






Tecnologias transformam emprego no campo
O rápido processo de implementação de novas tecnologias na agricultura tem alterado o perfil do emprego ligado ao agronegócio brasileiro. O estabelecimento de algumas tecnologias resultou na diminuição dos postos de trabalho no campo, ou no deslocamento destes para outras atividades. A intensa velocidade com que esse processo vem ocorrendo não permitiu uma adequada reinserção do trabalhador desempregado nas novas funções geradas, devido à qualificação exigida. Entretanto, outras tecnologias, que agregam valor aos produtos do campo ou promovem um aumento na produção sem substituírem o trabalho humano, podem aumentar o número de empregos ao estimular o crescimento, como ocorre na fruticultura, horticultura e pecuária.
Walter Belik, professor do Núcleo de Economia Agrícola da Unicamp, defende que a decisão de implementar uma nova tecnologia no campo não deve ser unilateral, apenas do capitalista que aplica investimentos no campo, mas uma decisão que respeite os interesses dos trabalhadores envolvidos, levando em conta as condições econômicas, sociais e fiscais. "Estas mudanças devem ser feitas em um processo mais transparente do que o atual e discutidas entre proprietários, governo municipal, sindicatos e organizações sociais. Porém, isso não é freqüente no Brasil onde, em geral, as decisões sobre o uso de tecnologias são individuais, mas não deveriam ser assim", avalia o economista.
Existem poucos estudos que avaliam o impacto das novas tecnologias no emprego agrícola, sobretudo que sejam anteriores à sua implementação - diferente da questão ambiental e dos riscos para a saúde humana, priorizados na legislação e nas discussões para a liberação de certas tecnologias.
Tecnologias substituindo o trabalho humano

As inovações tecnológicas agrícolas podem ser classificadas em químicas, biológicas ou mecânicas. Em geral as inovações químicas e biológicas são poupadoras de terra, ou seja, permitem que, em uma mesma área, tenha-se uma maior produção. A mecanização intensa - expressa pelo uso de tratores e máquinas nas diversas fases da produção agrícola - diminui o número de postos de trabalho. Certas inovações não se enquadram nesses três tipos como, por exemplo, a drenagem e a irrigação. Porém, estas são potencializadoras de outras inovações e podem resultar tanto em maior produção por área - o que gera emprego -, quanto diminuir os postos de trabalho pela maior eficiência. Outra forma de classificar as tecnologias no agronegócio considera o fato de serem implementadas "dentro da porteira" - associadas à diminuição de postos de trabalho - ou "fora da porteira" - para agregar valor aos produtos, o que demanda mais mão-de-obra.
A mecanização da colheita do café, soja, algodão e cana-de-açúcar, resultou em um forte impacto negativo sobre o emprego dos chamados trabalhadores volantes, os "bóias-fria". Guilherme Francisco Waterloo Radomsky, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lembra que, no Rio Grande do Sul, um estado que é grande produtor de soja pelos agricultores familiares, as pessoas ocupadas nas culturas de soja passaram de 308 mil em 1992 para 181 mil em 1999, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE. A cultura de fumo também perdeu, apenas no Rio Grande do Sul, cerca de 40 mil postos de trabalho no mesmo período
Recentemente, a introdução de variedades geneticamente modificadas, que dispensam tratos culturais - feitos pelo homem - , também tirou postos de serviço o campo. "A soja modificada geneticamente pela Monsanto para resistir ao herbicida glifosato dispensa atividades como, por exemplo, a retirada de ervas daninhas, ou aplicação de outros herbicidas, consistindo em uma inovação repulsora de trabalho", exemplifica o professor Amílcar Baiardi, da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia.
Os pesquisadores advertem para os perigos de uma análise superficial da relação entre a tecnologia e diminuição do emprego no campo. Para Baiardi, no setor da cana, por exemplo, essa relação não é clara. Segundo o pesquisador, as inovações que surgiram na cultura de cana, nas técnicas de irrigação, no uso da vinhaça para a fertilização e em outras atividades resultantes de inovações tecnológicas, de certa forma, compensaram as perdas de empregos resultantes das máquinas. "Quando um setor é versátil, dinâmico, ele incorpora inovações que tiram postos de trabalho, mas outras tecnologias são incorporadas e aumentam a quantidade de produto por área. De algum modo ocorre uma compensação", diz.
Belik, da Unicamp, ressalta que "antes se pensava que a mecanização deveria ser combatida, por que tirava emprego. Porém, no caso da cana, o emprego era muito ruim do ponto de vista social, devido às condições precárias de trabalho". Os sindicatos negociaram uma transição para o processo de implementação da mecanização e, embora tenha havido perda de postos de trabalho, conseguiram gerar outros empregos com todos os direitos trabalhistas e de caráter definitivo.
"A competição entre produtores de outros países e a importação de produtos agrícolas sem a proteção alfandegária, como ocorreu no início da década de 1990 e no Mercosul, também exerceu um efeito considerável, como a queda dos preços dos produtos agrícolas e a conseqüente queda do número de ocupações agrícolas", lembra Radomsk. Além disso, os agricultores brasileiros concorrem com produtores europeus que são fortemente subsidiados pelos governos seus países (veja reportagem sobre o assunto), o que também afeta o nível de emprego.
Dante Daniel Giacomelli Scolari, pesquisador da Embrapa e assessor da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados, também lembra de estudos recentes da sociologia rural que associam "a diminuição de postos de trabalho do campo não apenas com o uso de tecnologias, mas à legislação trabalhista, que proporcionou aos trabalhadores rurais os mesmos direitos dos trabalhadores das cidades". Os novos direitos encareceram o custo da mão-de-obra, o que tornou mais atraente o uso das tecnologias.
Tecnologias gerando empregos no agronegócio
Potencializar tecnologias que geram emprego, tecnificar o pequeno agricultor e qualificar tecnicamente os trabalhadores rurais são alguns dos desafios para minimizar o problema do desemprego no campo. A reforma agrária pode implicar num crescimento significativo do complexo agroindustrial como um todo, aumentando a produção nos setores de pequenas máquinas, corretivos de solo, fertilizantes, sementes e outros produtos, o que poderia gerar inúmeros postos de trabalho.
Nos estados do Acre, Amapá e Pará existem bons exemplos de como novas tecnologias podem ser desenvolvidas com o intuito de garantir geração e manutenção da renda das comunidades locais. Por meio de cooperativas e apoio governamental os produtores utilizam técnicas de beneficiamento de vegetais extraídos das florestas para agregar mais valor a seus produtos. Açaí, cupuaçú, andiroba, cacau e guaraná, são alguns exemplos de produtos que podem originar doces, alimentos, remédios e cosméticos de alto valor agregado. Na geração de inovações ligadas a esses produtos destacam-se instituições como o Instituto de Pesquisas Ambientais (IEPA) do Amapá e universidades federais do Acre, Amapá e Pará.
Outro exemplo, é a Plataforma Tecnológica do Caju - projeto que conta com a participação de pesquisadores de seis estados nordestinos e visa divulgar uma série de tecnologias que aumentam a produção de cajueiros da região do semi-árido - por exemplo, por meio de uma planta de alta produtividade. A expectativa dos organizadores é a geração de cerca de 55 mil empregos no campo e 19 mil no processamento industrial, totalizando 74 mil empregos diretos.
Scolari afirma que "toda tecnologia de processamento alimentar gera emprego, como, por exemplo a produção de salames, doces, suínos e galinha caipira". Porém, o pesquisador adverte que, para gerar emprego, a gerência da propriedade tem que ser muito bem feita pois, atualmente, o consumidor quer produtos de qualidade comprovada e com preços competitivos.
A pecuária extensiva usa pouca mão-de-obra, em geral, um vaqueiro e outros poucos cargos que exigem pouca qualificação. Quando uma propriedade começa a trabalhar com gado confinado, melhoria de raças e maior tecnificação aumenta a demanda por mão-de- obra, inclusive, mais qualificada. No novo sistema é necessário o inseminador, o tratador e o veterinário, por exemplo. Para Belik, "o interessante é que a implementação de inovações nesse setor aumenta a produtividade por área, consistindo, portanto, em uma 'boa' mudança ligada ao uso de tecnologia".
Como evitar que as tecnologias tirem emprego?
Na opinião dos pesquisadores entrevistados o aproveitamento das tecnologias geradoras de emprego agrícola não é adequado no Brasil. Baiardi acredita que seria importante a promoção de pesquisa e desenvolvimento para a mecanização de pequena escala, ou seja, a criação de uma linha de maquinário para a agricultura familiar. "Isso daria mais dinamismo à agricultura familiar - com micro-tratores e implementos em tamanho menor - e a produção poderia crescer, o que é muito comum na Europa", afirma. Outra medida sugerida pelo pesquisador é o investimento em tecnologias que permitam uma maior produção por área e em tecnologias que adicionam mais valor aos produtos, que acabam gerando empregos mesmo sem aumento na produção, pois demandam mão-de-obra, como ocorre com frutos e hortaliças.
Radomsk ressalta que "a sociedade civil e o Estado precisam regular e observar as abruptas mudanças produzidas pelas inovações tecnológicas pois, como se trata de um processo dinâmico, de tempos em tempos é necessário adequar medidas e políticas públicas à realidade social e econômica". Muitas vezes o desemprego resulta da impossibilidade do trabalhador rural de se atualizar para os novos postos de trabalho que surgem com a implementação de novas tecnologias. Na opinião do pesquisador, o Estado deveria mediar essa relação por meio da educação profissionalizante.
Belik sugere ainda que o crédito rural seja diferenciado para empresas que tenham um plano de transição ou que ocupem os trabalhadores que perderam suas funções em outras atividades. "Essas empresas poderiam pagar uma taxa de juros menor". Empresas familiares ou que empregassem muita gente também poderiam ter outro nível de crédito.
(AP e SD)
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Atualizado em 10/10/2003
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Microsoft cria Mustang 1967 com as últimas tecnologias da empresa



Estados Unidos  - Uma parceria entre Microsoft e a preparadora de automóveis West Custom Designs criou um Mustang 1967 equipado com as últimas tecnologias da empresa de Bill Gates: um videogame Xbox 360, Kinect, Windows 8, Windows Phone, Azure, Bing e Ford Sync.
O modelo, batizado de “Project Detroit”, foi apresentado no domingo em um programa do canal Discovery. Ele será usado pela Microsoft para exibição em feiras e convenções.
Tecnologias
O carro é repleto dos 'brinquedinhos' da Microsoft. Para entrar, o motorista precisa destrancar as portas com um Windows Phone. A ignição também é ativada pelo aparelho. Ao invés do painel, o Mustang tem telas de LCD. Os passageiros podem se distrair com um tablet conectado à Internet ou jogando Xbox 360.
A conexão é feita com um modem 4G, que também pode alimentar o sistema de som do carro com músicas armazenadas na nuvem. O aplicativo Ford Sync permite usar o telefone com comandos de voz. Até mesmo a buzina foi modificada: um auto falante emite sons personalizados. O sistema Azure controla diversas funções do motor: velocidade, RPM, consumo de combustível e também navegação GPS.
O chassi e a carroceria do experimento não são originais: eles foram produzidos por uma companhia chamada Dynacorn International, que tem autorização da Ford, inclusive usando os moldes originais.